O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, estabeleceu para 8 de abril a data do julgamento que decidirá o procedimento de sucessão no governo fluminense.
A corte decidirá se a escolha do novo governador, após a renúncia do titular, será feita por voto indireto dos deputados estaduais ou por eleição direta.
A decisão terá repercussões nacionais e pode influenciar casos semelhantes em outros estados, como Goiás.
A crise institucional aberta com a renúncia do governador fluminense será resolvida pelo Supremo Tribunal Federal.
Com a vaga aberta, a assembleia legislativa estadual e o tribunal de justiça divergem sobre o procedimento legal para a escolha do novo titular.
Enquanto alguns defendem eleições indiretas pelos deputados, outros argumentam pela necessidade de eleição direta, conforme prevê a constituição em casos de vacância.
Segundo o G1, a ação que chegou ao STF foi movida por partidos políticos e pela seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Eles alegam que a realização de eleições indiretas feriria o princípio da soberania popular.
O governo do Rio, por outro lado, defende a possibilidade de escolha pelos deputados, com base em interpretação da constituição estadual.
Em 2018, o Rio de Janeiro passou por situação semelhante quando o governador Luiz Fernando Pezão se afastou e o vice assumiu.
Na época, não houve necessidade de nova eleição.
Já em outros estados, como em Mato Grosso em 2018, a renúncia do governador levou à eleição indireta pela assembleia.
Esses precedentes mostram a variedade de interpretações sobre o tema.
Para Goiás, a decisão do STF pode servir de referência em eventual vacância do cargo de governador.
O estado tem uma constituição que prevê eleições indiretas pela assembleia legislativa em casos de renúncia, mas a interpretação pode ser contestada.
Além disso, o debate nacional sobre o tema reforça a discussão sobre representatividade e a importância do voto direto na democracia, algo que interessa aos goianos.
Assim, a decisão do STF em 8 de abril terá impacto não só no destino do estado do Rio, mas também criará um precedente legal nacional.
A forma como a sucessão será conduzida refletirá na confiança da população nas instituições e nos processos democráticos.