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Brasil

STF define julgamento sobre sucessão no RJ; impacto pode chegar a Goiás

Decisão marcada para 8 de abril pode estabelecer precedente para casos de vacância em governos estaduais, inclusive em Goiás.

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Redação Biscoitei
30 de março de 2026, 22:21 2 min de leitura
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STF define julgamento sobre sucessão no RJ; impacto pode chegar a Goiás

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, estabeleceu para 8 de abril a data do julgamento que decidirá o procedimento de sucessão no governo fluminense.

A corte decidirá se a escolha do novo governador, após a renúncia do titular, será feita por voto indireto dos deputados estaduais ou por eleição direta.

A decisão terá repercussões nacionais e pode influenciar casos semelhantes em outros estados, como Goiás.

A crise institucional aberta com a renúncia do governador fluminense será resolvida pelo Supremo Tribunal Federal.

Com a vaga aberta, a assembleia legislativa estadual e o tribunal de justiça divergem sobre o procedimento legal para a escolha do novo titular.

Enquanto alguns defendem eleições indiretas pelos deputados, outros argumentam pela necessidade de eleição direta, conforme prevê a constituição em casos de vacância.

Segundo o G1, a ação que chegou ao STF foi movida por partidos políticos e pela seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Eles alegam que a realização de eleições indiretas feriria o princípio da soberania popular.

O governo do Rio, por outro lado, defende a possibilidade de escolha pelos deputados, com base em interpretação da constituição estadual.

Em 2018, o Rio de Janeiro passou por situação semelhante quando o governador Luiz Fernando Pezão se afastou e o vice assumiu.

Na época, não houve necessidade de nova eleição.

Já em outros estados, como em Mato Grosso em 2018, a renúncia do governador levou à eleição indireta pela assembleia.

Esses precedentes mostram a variedade de interpretações sobre o tema.

Para Goiás, a decisão do STF pode servir de referência em eventual vacância do cargo de governador.

O estado tem uma constituição que prevê eleições indiretas pela assembleia legislativa em casos de renúncia, mas a interpretação pode ser contestada.

Além disso, o debate nacional sobre o tema reforça a discussão sobre representatividade e a importância do voto direto na democracia, algo que interessa aos goianos.

Assim, a decisão do STF em 8 de abril terá impacto não só no destino do estado do Rio, mas também criará um precedente legal nacional.

A forma como a sucessão será conduzida refletirá na confiança da população nas instituições e nos processos democráticos.

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