O Supremo Tribunal Federal iniciou, nesta terça (9), a análise de duas ações do PSD que buscam definir se o próximo governador do Rio de Janeiro será eleito por voto direto, indireto ou por outro mecanismo constitucional, após a renúncia de Cláudio Castro em 31/03/2024.
Segundo o G1, o partido de Eduardo Paes argumenta que a indefinição do processo eleitoral gera insegurança jurídica e pode comprometer a governabilidade, sobretudo nas áreas de saúde, segurança e infraestrutura, que já enfrentam pressões intensas.
Em paralelo, o ex‑governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), respondeu nesta quarta-feira (8) a críticas do presidente Lula sobre o acordo de produção de terras raras com os EUA, ressaltando que a estabilidade política nos estados é essencial para atrair investimentos em projetos estratégicos, como os que estão sendo negociados entre Rio e Goiás.
O STF tem até o final de abril para decidir, e a escolha entre eleição direta, indireta pelo Legislativo ou outra solução prevista na Constituição (artigos 46 e 51) será decisiva para encerrar a gestão interina de Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, e garantir a continuidade das políticas públicas.