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Brasil

Sono superficial no envelhecimento: impacto na saúde dos idosos goianos

Dados da OMS e AASM revelam que 30% a 50% dos idosos têm sono fragmentado, o que pode agravar doenças e sobrecarregar a saúde pública em Goiás.

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Redação Biscoitei
31 de março de 2026, 06:47 2 min de leitura
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Sono superficial no envelhecimento: impacto na saúde dos idosos goianos

O padrão do sono altera-se com a idade, tornando-se mais superficial e interrompido, o que compromete a saúde e a qualidade de vida dos idosos. Estudos indicam que essa mudança decorre da redução na capacidade cerebral de gerar sono profundo, e não da diminuição da necessidade de descanso. Em Goiás, onde a população idosa cresce, o problema ganha contornos urgentes para o sistema de saúde.

Com o envelhecimento, a arquitetura do sono sofre modificações naturais, com redução das fases de sono profundo (sono de ondas lentas) e aumento das interrupções noturnas. Isso resulta em um sono menos reparador, mesmo que a pessoa permaneça na cama por horas. Segundo especialistas, essas alterações são provocadas por mudanças fisiológicas no cérebro e por condições comuns na terceira idade, como problemas de saúde e uso de medicamentos.

Conforme apurou o G1, que revisou estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Academia Americana de Medicina do Sono (AASM), cerca de 30% das pessoas com mais de 65 anos enfrentam distúrbios do sono, e esse índice pode chegar a 50% entre os mais velhos. A National Sleep Foundation corrobora que a qualidade do sono declina progressivamente após os 60 anos, afetando a saúde física e mental.

A privação de sono profundo está associada a um maior risco de desenvolvimentos de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e demência, além de piorar condições já existentes. Para os idosos, isso significa maior fragilidade, quedas e declínio cognitivo acelerado, impactando diretamente a autonomia e a qualidade de vida.

Em Goiás, o aumento de distúrbios do sono entre idosos pressiona os serviços de saúde. Hospitais e postos de saúde locais relatam maior demanda por consultas relacionadas a insônia e fadiga, além de custos adicionais com tratamentos e medicamentos. A falta de políticas públicas específicas para a saúde do sono na terceira idade agrava a situação, refletindo-se na qualidade de vida da população idosa goiana.

Portanto, o sono superficial no envelhecimento não é apenas uma questão de desconforto, mas um fator de risco para a saúde coletiva. Em Goiás, enfrentar esse desafio exige atenção integrada entre saúde pública, familiares e os próprios idosos.

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