Sônia Calegário, 51 anos, faleceu em novembro de 2025 em Ji-Paraná, Rondônia, vitimada por um câncer agressivo. Antes de seu falecimento, suas filhas organizaram uma sessão de fotos de despedida que viralizou nas redes sociais, comovendo milhares de pessoas. Conhecida na comunidade por seu trabalho de caridade e fé, sua história ressalta a resiliência familiar diante da doença.
O registro, realizado nos últimos meses de vida de Sônia, mostra momentos de afeto e celebração entre ela e as filhas, com poses que expressam amor e aceitação. As imagens rapidamente ganharam repercussão nacional, gerando discussões sobre a importância de registros familiares em processos de terminalidade.
Milhares de usuários compartilharam a história, prestando homenagens e destacando a beleza do gesto das filhas. Segundo o G1, Sônia era amplamente reconhecida em Ji-Paraná por sua dedicação a obras sociais, acolhendo pessoas em situação de vulnerabilidade em sua própria casa.
Sua fé católica era um pilar em sua trajetória, e ela frequentemente organizava encontros comunitários em sua residência. A família relatou que o registro foi uma ideia das filhas para celebrar a vida da mãe e criar memórias afetivas.
O tipo de câncer enfrentado por Sônia é considerado agressivo e, em muitos casos, tem prognóstico reservado. Dados do Instituto Nacional de Câncer apontam que o diagnóstico em estágios avançados ainda é uma realidade para muitos pacientes no Brasil, especialmente em regiões com acesso limitado a exames preventivos.
A história de Sônia evidencia a importância do apoio psicológico e familiar durante o tratamento. Em Goiás, casos similares de famílias que buscam registrar momentos de despedida têm se tornado mais comuns, segundo psicólogos locais.
Profissionais da área da saúde mental em Goiânia destacam que ensaios fotográficos podem ser uma ferramenta terapêutica para processar o luto e preservar a memória do ente querido. A viralização do caso de Sônia inspirou discussões sobre como as comunidades goianas podem oferecer mais suporte a pacientes em cuidados paliativos.
A comoção gerada pelo registro também acendeu debates sobre a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso a cuidados oncológicos de qualidade no interior do país. Ativistas de Rondônia e de outras regiões usaram a história para cobrar investimentos em hospitais regionais e em programas de assistência a pacientes com câncer.
A trajetória de Sônia Calegário reforça como o amor familiar e a celebração da vida podem transformar a experiência do câncer, deixando um legado que transcende a dor e inspira ações solidárias.