Um terremoto de magnitude 7,4 atingiu a Colômbia em 13 de agosto, com epicentro na região de Pereira. Três dias depois, equipes de resgate distribuem alimentos e água às famílias desalojadas, enquanto moradores relatam reencontros com animais de estimação que haviam se perdido na destruição.
Em Cali, Vickye Giraldo localizou o gatinho Polux do lado de fora do prédio em ruínas onde morava. O animal estava ileso, apesar dos danos estruturais que tornaram a edificação inabitável. Casos semelhantes têm sido registrados em abrigos temporários montados nas áreas mais afetadas.
Segundo reportagem do G1, a ajuda humanitária começou a chegar às comunidades isoladas por deslizamentos de terra que bloquearam estradas de acesso. Helicópteros das forças armadas colombianas transportam mantimentos e kits de primeiros socorros para vilarejos nas montanhas ao redor de Pereira.
O tremor deixou milhares de desabrigados e provocou danos em infraestrutura hospitalar, escolas e redes de energia. Autoridades estimam que o número de pessoas em abrigos oficiais ultrapassa 15 mil, sem contar aqueles acolhidos por parentes em cidades vizinhas.
Organizações de proteção animal atuam em parceria com a defesa civil para cadastrar pets encontrados e facilitar a devolução aos tutores. A prática segue protocolos internacionais adotados em desastres recentes, como os terremotos na Turquia e no México, onde a reunificação de animais reduziu o estresse pós-traumático das vítimas.
A mobilização por animais em meio à tragédia revela como o vínculo com pets se torna referência de normalidade para famílias que perderam tudo. A resposta coordenada entre governo e ONGs acelera o reencontro e alivia uma das angústias silenciosas do desastre.