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Brasil

Sexta-feira Santa: entenda a ausência de missa e as celebrações em Goiânia

Santuário de Aparecida explica razão litúrgica; fiéis na capital adaptam ritos com Via-Sacras e encenações da Paixão.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 03:52 3 min de leitura
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Sexta-feira Santa: entenda a ausência de missa e as celebrações em Goiânia

A Sexta-feira Santa, que recorda a crucificação de Jesus, é o único dia do ano em que a Igreja Católica não celebra a missa com Eucaristia. Conforme o Santuário Nacional de Aparecida, a celebração central é a Ação Litúrgica, focada na Paixão e Morte de Cristo, sem consagração. Em Goiânia, as comunidades católicas se organizam com outras práticas devocionais para marcar a data solene.

A razão litúrgica para a ausência da Eucaristia reside no caráter penitencial e de luto da data. O Santuário Nacional de Aparecida, maior templo mariano do mundo, esclarece que a Sexta-feira Santa é dedicada à reflexão sobre o sacrifício de Jesus, com a Ação Litúrgica composta por leituras, orações e adoração da cruz. O missionário redentorista padre Jorge Américo destacou que a missa, como celebração de alegria, não se compatibiliza com a solenidade da morte do Cristo, preservando assim a coerência do tempo litúrgico.

Em Goiânia, a ausência da missa é compensada com ritos alternativos que atraem fiéis a praças e templos. Conforme apurou o G1, paróquias da capital promovem Via-Sacras ao ar livre, encenações da Paixão e momentos de oração prolongada. A Arquidiocese de Goiânia divulgou programação especial, com destaque para as cerimônias na Catedral Metropolitana. Já a Canção Nova, referência nacional, transmite celebrações que são acompanhadas por goianos, ampliando o acesso aos ritos.

A tradição da Sexta-feira Santa sem missa remonta aos primórdios do cristianismo, quando o dia era marcado por jejum rigoroso e vigília. A liturgia atual mantém a austeridade, com o altar desnudo e o silêncio dos sinos até a Vigília Pascal. Essa particularidade a diferencia de todas as outras datas do ano, reforçando o mistério da redenção como eixo central da fé católica durante a Semana Santa.

O período também impulsiona o turismo religioso em Goiás. Muitos goianos peregrinam ao Santuário de Aparecida, em São Paulo, para vivenciar os ritos no maior centro mariano do mundo. Essas viagens geram movimento econômico nas rotas e no comércio local, além de fortalecer a devoção a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A alta demanda por caravanas nesta época reflete a importância da espiritualidade na cultura goiana.

A Sexta-feira Santa se mantém como um dia único na liturgia católica, onde a ausência da missa abre espaço para práticas de penitência e reflexão. Em Goiânia e em todo o Brasil, os fiéis encontram formas adaptadas de vivenciar o mistério da Paixão, evidenciando a capacidade de renovação da fé.

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