Após 7 anos e 3 meses à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), César Miranda pediu exoneração nesta segunda-feira (6). Sua saída é a sétima entre os integrantes do primeiro escalão do governador Mauro Mendes que deixam o governo para concorrer nas eleições de 2024.
O fenômeno reflete uma tendência recorrente em anos eleitorais, quando membros do Executivo estadual buscam migrar para o Legislativo ou outros cargos.
César Miranda comandava a Sedec desde o início da gestão Mendes, em janeiro de 2019, período em que o estado buscou atrair grandes investimentos industriais.
Sua exoneração, publicada no Diário Oficial, encerra uma trajetória longa em uma das pastas mais estratégicas para a economia estadual.
A saída ocorre sem detalhes oficiais, mas especula-se que seja para uma candidatura nas eleições de outubro.
Segundo o G1, Miranda é o sétimo secretário a renunciar ao governo de MT para concorrer a cargos públicos em 2024. Antes dele, já haviam renunciado Fábio Garcia (Casa Civil) e Rogério Gallo (Secretaria de ...), entre outros.
Essa rotatividade em pleno ano eleitoral levanta preocupações sobre a continuidade de projetos de longo prazo, especialmente em áreas como desenvolvimento econômico e infraestrutura.
A debandada de secretários em MT em 2024 atinge um número expressivo, com quase metade da equipe original já substituída.
Em eleições anteriores, como 2020, o movimento foi mais contido, indicando que a disputa por cargos federais e estaduais está mais acirrada.
Esse padrão é observado em vários estados brasileiros, onde o cargo de secretário serve como plataforma para campanhas.
Para o Centro-Oeste, as mudanças simultâneas em estados como MT podem comprometer a coordenação de políticas regionais de desenvolvimento econômico.
A região, que busca se consolidar como hub logístico e industrial, depende da harmonia entre os governos para projetos de integração.
A instabilidade nos quadros técnicos ameaça a execução de obras e acordos interestaduais em um momento crítico de recuperação econômica.
As renúncias em massa em MT evidenciam como o calendário eleitoral influencia a estabilidade da máquina pública, com possíveis reflexos na aceleração de investimentos e na implementação de políticas de longo prazo no Centro-Oeste.