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Brasil

Sétimo secretário renuncia no governo de MT em ano eleitoral

César Miranda, da Sedec, deixa cargo após 7 anos; outros seis já saíram para disputar eleições. Movimento preocupa políticas de desenvolvimento no Centro-Oeste.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 19:13 2 min de leitura
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Sétimo secretário renuncia no governo de MT em ano eleitoral

Após 7 anos e 3 meses à frente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), César Miranda pediu exoneração nesta segunda-feira (6). Sua saída é a sétima entre os integrantes do primeiro escalão do governador Mauro Mendes que deixam o governo para concorrer nas eleições de 2024.

O fenômeno reflete uma tendência recorrente em anos eleitorais, quando membros do Executivo estadual buscam migrar para o Legislativo ou outros cargos.

César Miranda comandava a Sedec desde o início da gestão Mendes, em janeiro de 2019, período em que o estado buscou atrair grandes investimentos industriais.

Sua exoneração, publicada no Diário Oficial, encerra uma trajetória longa em uma das pastas mais estratégicas para a economia estadual.

A saída ocorre sem detalhes oficiais, mas especula-se que seja para uma candidatura nas eleições de outubro.

Segundo o G1, Miranda é o sétimo secretário a renunciar ao governo de MT para concorrer a cargos públicos em 2024. Antes dele, já haviam renunciado Fábio Garcia (Casa Civil) e Rogério Gallo (Secretaria de ...), entre outros.

Essa rotatividade em pleno ano eleitoral levanta preocupações sobre a continuidade de projetos de longo prazo, especialmente em áreas como desenvolvimento econômico e infraestrutura.

A debandada de secretários em MT em 2024 atinge um número expressivo, com quase metade da equipe original já substituída.

Em eleições anteriores, como 2020, o movimento foi mais contido, indicando que a disputa por cargos federais e estaduais está mais acirrada.

Esse padrão é observado em vários estados brasileiros, onde o cargo de secretário serve como plataforma para campanhas.

Para o Centro-Oeste, as mudanças simultâneas em estados como MT podem comprometer a coordenação de políticas regionais de desenvolvimento econômico.

A região, que busca se consolidar como hub logístico e industrial, depende da harmonia entre os governos para projetos de integração.

A instabilidade nos quadros técnicos ameaça a execução de obras e acordos interestaduais em um momento crítico de recuperação econômica.

As renúncias em massa em MT evidenciam como o calendário eleitoral influencia a estabilidade da máquina pública, com possíveis reflexos na aceleração de investimentos e na implementação de políticas de longo prazo no Centro-Oeste.

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