O Senado Federal terá, a partir de fevereiro de 2027, a maior representação feminina de sua história. Dezessete mulheres foram eleitas nas eleições de outubro para ocupar cadeiras na Casa pelos próximos oito anos. O número supera a legislatura atual e marca um avanço na presença feminina no Congresso Nacional.
O total de 17 senadoras eleitas não inclui Jussara Lima (PSD-PI), que hoje exerce o mandato como suplente do ministro Wellington Dias (PT-PI). A contagem considera apenas as parlamentares escolhidas diretamente nas urnas para a legislatura 2027-2035, conforme dados oficiais do Senado Federal.
Segundo reportagem do G1, o levantamento foi feito pelo Tri com base nas informações da Secretaria-Geral da Mesa do Senado. A marca anterior era de 13 senadoras em exercício simultâneo, registrada na legislatura iniciada em 2019.
O crescimento reflete, em parte, a aplicação da regra de destinação de 30% do fundo eleitoral e do tempo de propaganda para candidaturas femininas, além da exigência de preenchimento mínimo de vagas nas chapas proporcionais. Especialistas avaliam que a ampliação da bancada pode mudar a dinâmica de comissões e a prioridade de pautas como direitos reprodutivos, violência de gênero e igualdade salarial.
A nova composição toma posse no dia 1º de fevereiro de 2027, quando se inicia a 57ª legislatura. Até lá, a bancada feminina permanece no patamar atual, com 13 titulares em exercício.
Com quase um terço das 54 cadeiras em disputa neste ciclo ocupadas por mulheres, o Senado caminha para uma composição mais próxima da demografia do eleitorado brasileiro.