O Comitê de Política Monetária do Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa básica de juros a 14% ao ano. A decisão, anunciada em 5 de julho, marca o quarto corte consecutivo e serve de referência para as taxas cobradas de consumidores e empresas.
O movimento de queda começou no segundo semestre do ano passado e acumula redução de 1,75 ponto percentual desde o pico. Segundo reportagem do G1, a expectativa do mercado é de novos cortes nas próximas reuniões, dependendo da inflação.
Para quem tem financiamentos atrelados à taxa, como imóveis e veículos, as prestações podem ficar mais baratas na renegociação ou em novos contratos. No cartão de crédito, o efeito não é imediato: os bancos repassam a queda com defasagem e mantêm spreads elevados.
Na ponta dos investimentos, a poupança passa a render 70% da Selic mais Taxa Referencial, o que reduz o ganho real frente à inflação. Fundos de renda fixa e títulos públicos também ajustam remuneração para baixo.
Na prática, a família que planeja financiar um carro ou renegociar dívida encontra custo menor do que há seis meses, mas o alívio no orçamento depende da velocidade com que cada banco repassa a queda ao cliente final.
O ciclo de cortes sinaliza que o Banco Central avalia a inflação sob controle, mas o ritmo futuro dependerá dos dados de atividade e do cenário externo.