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Brasil

Secretário das Cidades do Tocantins solicita exoneração em onda que totaliza 11 demissões na semana

Saída de Ubiratan Carvalho Fonseca integra reestruturação do governo Wanderlei Barbosa e acende alerta em Goiás sobre projetos regionais

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Redação Biscoitei
03 de abril de 2026, 08:28 2 min de leitura
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Secretário das Cidades do Tocantins solicita exoneração em onda que totaliza 11 demissões na semana

O titular da Secretaria de Estado das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional do Tocantins, Ubiratan Carvalho Fonseca, apresentou pedido de exoneração nesta quinta-feira (2), conforme publicação no Diário Oficial do Estado (DOE). A decisão eleva para 11 o número de secretários que deixaram o governo estadual nesta semana, em uma das maiores ondas de desligamentos da administração recente.

A pasta, responsável por iniciativas de infraestrutura urbana e habitação popular, ficará sem comando designado, pois o documento oficial não indicou um substituto. A secretaria tem sido protagonista em programas de moradia e melhorias viárias, e sua interinidade pode atrasar projetos em andamento. As exonerações em massa são vistas como parte de uma reconfiguração política liderada pelo governador Wanderlei Barbosa, empossado em 2021 após a renúncia de Mauro Carlesse.

Analistas consultados pelo g1 apontam que as demissões podem estar vinculadas a ajustes pós-eleitorais, considerando que Barbosa foi eleito em 2022 após período como interino. 'A velocidade das mudanças sugere uma busca por maior controle político, mas arrisca a continuidade de serviços', avaliou o cientista político Rafael Rodrigues, da Universidade Federal do Tocantins. Outra linha de análise indica revisão de metas administrativas para alinhar a gestão ao plano de governo atual.

A instabilidade no Tocantins gera preocupação em estados vizinhos, especialmente Goiás, devido a acordos de cooperação em saúde, transporte e meio ambiente. O secretário goiano de Desenvolvimento Regional, Marconi Perillo, manifestou preocupação com eventuais interrupções. 'Projetos binacionais exigem previsibilidade; mudanças bruscas podem comprometer obras compartilhadas', declarou em nota. O governo de Goiás monitora a situação para mitigar impactos.

Desde a saída de Carlesse em 2021, o Tocantins enfrenta sucessivas reformas administrativas, com secretarias sendo criadas, extintas ou realocadas. Essa volatilidade reflete tensões entre grupos aliados do governador e forças oposicionistas, além de disputas por espaço no primeiro escalão. As exonerações atuais consolidam uma tendência de enxugamento da máquina pública, mas levantam questionamentos sobre a capacidade de implementar políticas de longo prazo em uma região estratégica do Centro-Oeste.

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