A governadora Fátima Bezerra decretou situação de emergência em 166 municípios do RN, exceto Natal, devido à seca prolongada. A medida, oficializada no DOE em 1º de maio, destaca a redução das reservas hídricas e possibilita ações de resposta.
O ato, assinado pela governadora, abrange quase 95% dos municípios potiguares. A capital não foi incluída por ter sistemas de abastecimento mais resilientes. A decisão se fundamenta na seca prolongada, que resultou em redução sustentada das reservas hídricas.
Segundo o G1, a decisão segue critérios da Defesa Civil Nacional e permite o acesso a recursos federais para ações emergenciais, como a distribuição de água caminhoneira e a perfuração de poços artesianos nas áreas mais críticas.
O cenário no Nordeste serve como espelho para Goiás, onde o norte e noroeste do estado também enfrentam ciclos de estiagem severa e dependência de aquíferos. Apesar da gravidade, o estado goiano ainda não decretou emergência em larga escala, o que levanta debates sobre o planejamento para crises hídricas.
Especialistas apontam que Goiás, embora com maior disponibilidade de água superficial, convive com a sobrecarga de mananciais como o Araguaia e a vulnerabilidade de aquíferos, especialmente em regiões de expansão agrícola. A comparação com o RN evidencia a necessidade de políticas preventivas.
Em Goiânia, por exemplo, a dependência do aquífero Botafogo exige monitoramento constante, enquanto cidades como Anápolis e Rio Verde já registraram racionamento em anos anteriores. A ausência de um decreto estadual não significa ausência de risco. A situação no RN serve como advertência para Goiás reforçar a gestão hídrica e evitar crises semelhantes, investindo em infraestrutura e planejamento.