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Brasil

Saúde mental dos jovens em Goiás: dados da PeNSE acendem alerta nas escolas

Pesquisa nacional revela aumento de tristeza e solidão entre adolescentes; estado busca fortalecer políticas de apoio psicológico.

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 02:20 2 min de leitura
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Saúde mental dos jovens em Goiás: dados da PeNSE acendem alerta nas escolas

Dados alarmantes da PeNSE 2023, pesquisa do IBGE, indicam que 30% dos adolescentes brasileiros entre 13 e 17 anos enfrentam tristeza constante. No estado de Goiás, especialistas alertam que a realidade pode ser ainda mais severa, exigindo intervenções urgentes no sistema educacional estadual e municipal.

O levantamento, que ouviu 118 mil jovens em todo o território nacional, também revelou que um terço das meninas relatou ter vivido situações de humilhação. Há, ainda, uma tendência de crescimento nos índices de solidão, desamparo e insatisfação com a própria aparência entre os jovens.

Esse cenário evidencia uma crescente vulnerabilidade psicossocial na adolescência, com impactos diretos no rendimento escolar e nas relações interpessoais.

Conforme noticiado pelo G1, a pesquisa nacional serve como um espelho preocupante para Goiás, onde relatos de bullying, ansiedade e sintomas depressivos se tornaram frequentes nas escolas.

Apesar de a PeNSE não apresentar dados desagregados por unidade da federação, profissionais de saúde mental em Goiás confirmam que os problemas identificados no âmbito nacional são vivenciados no cotidiano das escolas goianas, sobretudo nas zonas urbanas.

O governo estadual, por intermédio da Secretaria de Educação, tem investido em capacitação de docentes e na contratação de psicólogos escolares para fortalecer o acolhimento. No entanto, especialistas argumentam que essas iniciativas são pontuais e defende-se a criação de um plano estadual integrado, com ênfase em prevenção e intervenção precoce, especialmente após a pandemia, que agravou questões como isolamento e insegurança.

Comparando com edições anteriores da PeNSE, nota-se uma piora consistente nos indicadores de saúde mental. Em 2015, aproximadamente 22% dos adolescentes referiam tristeza frequente; em 2023, o índice atingiu 30%. Essa trajetória ascendente indica que fatores como pressão por desempenho, exposição excessiva a redes sociais e conflitos familiares têm sobrecarregado cada vez mais a saúde emocional da juventude.

Em Goiânia, a Secretaria Municipal de Educação desenvolve projetos-piloto em algumas unidades, com rodas de conversa e atividades de autocuidado. No entanto, a efetividade das políticas públicas depende de recursos contínuos e de uma abordagem que envolva não apenas as escolas, mas também as famílias e a rede de saúde local.

Para reverter o cenário de saúde mental dos jovens em Goiás, é imperativa a formulação de um plano estadual articulado, com reforço de psicólogos nas escolas e campanhas que mobilizem a comunidade escolar, as famílias e os serviços de saúde.

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