O município paulista de Santa Gertrudes está expandindo um conjunto de medidas para controlar a emissão de particulados gerados pela atividade cerâmica. A iniciativa reúne a prefeitura local, o Centro Cerâmico do Brasil e a associação do setor em torno de investimentos em infraestrutura, monitoramento contínuo e adoção de tecnologias de controle de poeira.
Segundo reportagem do G1, as ações incluem a instalação de equipamentos de medição da qualidade do ar em pontos estratégicos da cidade e a revisão de procedimentos no transporte de matérias-primas e produtos acabados. A prefeitura coordena a infraestrutura viária e a fiscalização, enquanto o Centro Cerâmico do Brasil desenvolve protocolos técnicos e avalia novas soluções de captura de particulado fino.
A Associação Paulista das Cerâmicas de Revestimento (ASPACER) atua na disseminação das boas práticas entre as empresas associadas, incentivando a modernização de fornos e sistemas de exaustão. A CETESB participa do processo de licenciamento ambiental e valida os dados de monitoramento, garantindo que as metas de redução de material particulado sejam cumpridas dentro dos prazos estabelecidos.
O modelo de governança compartilhada entre poder público, instituto de pesquisa e entidade de classe permite alinhar investimentos privados a exigências regulatórias, reduzindo custos de adequação e acelerando a implantação de tecnologias já testadas em escala piloto. A experiência tem atraído interesse de outros polos cerâmicos do país que buscam conciliar produção e preservação da qualidade do ar.
A combinação de monitoramento contínuo, inovação tecnológica e gestão colaborativa coloca Santa Gertrudes como referência para municípios que enfrentam desafios semelhantes na interface entre indústria e meio ambiente.