Levantamento do G1 nos portais de transparência dos 26 estados e do Distrito Federal revela que a remuneração bruta dos governadores varia R$ 24,7 mil. O menor valor foi encontrado no Rio Grande do Norte, R$ 21.914,76, e o maior em Sergipe, R$ 46.366,19. Os vencimentos são fixados por leis estaduais e respeitam o teto constitucional do funcionalismo.
A pesquisa consultou as bases oficiais de cada unidade da federação e consolidou os dados mais recentes disponíveis. A diferença de mais de R$ 24 mil entre as extremidades expõe a autonomia dos estados para definir a remuneração do chefe do Executivo local, sempre dentro do limite estabelecido pela Constituição.
Segundo reportagem do G1, o teto constitucional funciona como parâmetro único para todo o funcionalismo público, mas cada assembleia legislativa aprova a lei que fixa o subsídio do governador. Isso explica por que estados com realidades fiscais distintas praticam valores tão diferentes.
O Portal da Transparência de Goiás esteve entre as fontes consultadas, o que posiciona o estado no ranking nacional de remunerações. A divulgação aberta desses números permite que a sociedade acompanhe como os recursos públicos são aplicados na remuneração dos agentes políticos.
A variação salarial reflete escolhas legislativas locais e não necessariamente a capacidade econômica de cada estado. A transparência ativa, ao tornar esses dados acessíveis, fortalece o controle social e a cobrança por responsabilidade fiscal.
O levantamento oferece um panorama único sobre como a federação brasileira trata a remuneração de seus principais executivos estaduais.