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Brasil

RS caça 20 foragidos por violência contra a mulher; Goiânia registra aumento de 8% em casos em 2023

Enquanto operação no Sul prende três suspeitos, capital goiana enfrenta crescimento contínuo de denúncias de agressões domésticas

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Redação Biscoitei
12 de julho de 2026, 10:03 2 min de leitura
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RS caça 20 foragidos por violência contra a mulher; Goiânia registra aumento de 8% em casos em 2023
Foto: Reprodução/og:image

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou operação em 9 de maio de 2024 para capturar 20 homens foragidos acusados de violência contra a mulher, com três prisões já realizadas. Enquanto isso, em Goiânia, os casos de violência doméstica aumentaram 8% em 2023, totalizando 1.247 registros, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública.

A operação no Rio Grande do Sul, coordenada por equipes especializadas, teve foco em cidades como Porto Alegre, Guaíba e Novo Hamburgo, onde foram cumpridos mandados de prisão contra suspeitos com histórico de agressões graves. Os foragidos são considerados de alto risco por terem cometido crimes como tentativa de feminicídio, ameaças repetidas e violência física extrema. A ação faz parte de um esforço contínuo da SSP-RS para reduzir a impunidade nesses crimes, que têm crescido em frequência e gravidade nos últimos anos.

Segundo o G1, o sistema de rastreamento de foragidos no RS conta com integração avançada entre delegacias, câmeras de vigilância e bancos de dados estaduais, o que facilita a localização de suspeitos em áreas urbanas. Em contraste, a Polícia Civil de Goiás ainda enfrenta desafios logísticos, como limitações de recursos e falta de integração plena entre os sistemas de informação, o que pode atrasar a captura de agressores em regiões periféricas.

Em Goiânia, o aumento de 8% nos casos de violência doméstica em 2023 reflete uma tendência nacional, mas também a maior conscientização da população e o fortalecimento dos canais de denúncia, como o Disque 180. Apesar do crescimento nos registros, especialistas alertam que muitos casos ainda não são denunciados, especialmente em áreas rurais e comunidades com menor acesso à justiça.

A comparação entre os estados revela diferenças na eficiência operacional: enquanto o RS consegue mobilizar equipes multidisciplinares com rapidez, Goiás depende de parcerias com o Ministério Público e a Defensoria Pública para acelerar ações. Contudo, em 2024, a Secretaria de Segurança Pública de Goiás anunciou a implantação de um novo sistema de monitoramento eletrônico para agressores condenados, uma medida inspirada em experiências sulistas.

A caçada aos foragidos no RS e o aumento das denúncias em Goiânia mostram que a violência contra a mulher permanece como um desafio estrutural, exigindo políticas públicas mais integradas e recursos adequados para garantir justiça e proteção às vítimas.

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