Rodoviários do Distrito Federal cruzam os braços a partir desta segunda-feira (28) em protesto por reajuste salarial e benefícios da data-base de 1º de agosto. A paralisação atinge as linhas urbanas de Brasília e deixa cerca de 1 milhão de usuários sem transporte coletivo, segundo dados do governo local.
O movimento foi anunciado após rodadas de negociação sem acordo entre sindicatos da categoria e a Secretaria de Transporte e Mobilidade. Os trabalhadores pleiteiam recomposição salarial, aumento no vale-alimentação e manutenção de cláusulas sociais do acordo coletivo vigente.
Para tentar barrar a greve, o governo do DF protocolou pedido de mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, argumentando que a paralisação fere a essencialidade do serviço. Segundo reportagem do G1, a audiência de conciliação está marcada para a manhã de segunda-feira, antes do horário de pico.
A interrupção do serviço repercute além das fronteiras do DF. Trabalhadores e estudantes que moram na capital federal mas cruzam diariamente para Goiânia e cidades do entorno — como Valparaíso, Novo Gama e Luziânia — dependem das linhas interestaduais que alimentam os terminais urbanos agora paralisados.
O desfecho da negociação pode servir de parâmetro para outras categorias de transporte coletivo no Centro-Oeste, onde datas-base semelhantes vencem nos próximos meses. Sindicatos de Goiás e Mato Grosso acompanham o caso de perto.
A greve expõe a fragilidade da mobilidade na região metropolitana e pressiona por uma solução rápida que evite prejuízos maiores à população.