O cantor e compositor Roberto Müller morreu nesta quinta-feira, 24, aos 89 anos, vítima de pneumonia. Em 2002, ele moveu ação contra o Governo do Piauí depois que um livro didático oficial o citou como falecido, mas o processo não chegou a ser concluído.
O erro partiu de uma publicação didática distribuída pela rede estadual de ensino do Piauí. O livro trazia Müller como morto, embora o artista estivesse vivo e ativo. Diante da falha, ele ingressou com processo por danos morais contra o Estado, segundo reportagem do G1.
A família relata que o caso acabou esquecido ao longo dos anos e não houve sentença ou acordo. O processo tramitou no Tribunal de Justiça do Piauí, mas perdeu andamento e não chegou a desfecho definitivo.
A situação expõe a fragilidade na checagem de dados de materiais educativos oficiais. Erros desse tipo, quando não corrigidos, podem gerar demandas judiciais e desgaste para a administração pública, além de afetar a imagem de pessoas vivas.
Müller tinha carreira consolidada na música popular brasileira, com composições gravadas por diversos intérpretes. A morte por pneumonia encerra uma trajetória que, nos últimos anos, ficou marcada pela disputa judicial sem resolução.
O falecimento do compositor fecha um capítulo em que um erro administrativo virou processo judicial sem resposta, reforçando a necessidade de rigor na produção de conteúdos didáticos oficiais.