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Brasil

RN nomeia 178 policiais civis e reforça segurança, enquanto Goiás enfrenta atraso em concurso

Medida no Rio Grande do Norte recomporá efetivo histórico, mas em Goiás aprovados de 2021 ainda aguardam nomeação

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Redação Biscoitei
02 de abril de 2026, 10:48 2 min de leitura
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RN nomeia 178 policiais civis e reforça segurança, enquanto Goiás enfrenta atraso em concurso

O governo do Rio Grande do Norte nomeou 178 novos policiais civis nesta quinta-feira (2 de maio de 2024), após a conclusão do curso de formação em fevereiro. A publicação no Diário Oficial do Estado formalizou a contratação de 134 agentes, 25 delegados e 19 escrivães, aprovados no último concurso público para a Polícia Civil. Esses servidores haviam completado todas as etapas do certame, que incluíram prova objetiva, prova discursiva e o período de formação, exigido para o exercício dos cargos.

A nomeação em massa visa reforçar o efetivo da Polícia Civil potiguar, que enfrenta um déficit histórico de pessoal. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do RN (SESED/RN), a medida atende a uma reivindicação constante da categoria e da população por maior segurança. A iniciativa se insere em uma tendência observada em vários estados brasileiros, onde governos têm buscado recompor quadros após anos de congelamento nas contratações públicas, conforme reportado por veículos como o G1.

Especialistas em segurança pública destacam que a reposição de efetivo é crucial para melhorar a capacidade investigativa e o atendimento à sociedade. A Polícia Civil, responsável pelas investigações criminais, frequentemente opera com equipes reduzidas, o que compromete a resolução de casos. No RN, a nomeação desses 178 profissionais representa um avanço significativo, considerando que o estado tem cerca de 5 milhões de habitantes e uma taxa de homicídios acima da média nacional.

Paralelamente, o estado de Goiás convive com um problema oposto: o concurso para a Polícia Civil realizado em 2021 ainda não teve todas as nomeações efetivadas. Aprovados aguardam há mais de dois anos para serem empossados, o que mantém o déficit de efetivo na corporação. Em Goiânia, capital com mais de 1,5 milhão de habitantes, a situação é considerada crítica. A demora nas nomeações afeta diretamente a eficiência das investigações, especialmente em áreas com alta incidência de violência, segundo fontes da segurança pública local.

A disparidade entre os dois estados reflete a desigualdade no enfrentamento dos desafios de segurança no Brasil. Enquanto o RN conseguiu acelerar o processo após a formação, Goiás enfrenta entraves que vão desde questões orçamentárias até trâmites burocráticos. Para especialistas, é fundamental que os estados adotem planos de carreira e gestão de pessoal mais eficientes, evitando que concursos se tornem apenas promessas não cumpridas. A sociedade, por sua vez, pressiona por resultados, exigindo que a segurança pública deixe de ser uma prioridade apenas no discurso.

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