O nível do Rio Itapetininga recuou para 3,5 metros, mas continuidade do problema impede normalidade em bairros afetados pela enchente de um mês atrás. Mutirão da Prefeitura visa limpar áreas residenciais.
O Rio Itapetininga, em Itapetininga (SP), registrou queda significativa no nível das águas, passando de seis metros acima do normal para 3,5 metros em menos de um mês. A retração aliviou o cenário de alagamento generalizado que atingiu a zona rural e mais de 300 residências no início do período de chuvas intensas. Apesar da melhoria, a situação ainda requer atenção redobrada pelas autoridades locais.
Três pontos do bairro Alciati permanecem totalmente alagados, impedindo o retorno seguro dos moradores às suas casas. A permanência da água em áreas específicas complica a logística de deslocamento e retorno à rotina normal para famílias que enfrentaram deslocamento temporário. Os moradores aguardam definição sobre quando poderão reocupar os imóveis afetados.
A Prefeitura de Itapetininga, por meio da Secretaria de Obras, organiza mutirão para recolhimento de móveis e enxovalhas danificados pelas águas. A ação visa agilizar a limpeza pública e liberar espaços residenciais que acumularam pertences inutilizados durante o período de inundação. Equipes trabalham na remoção de itens que não podem ser reaproveitados.
O desafio de infraestrutura exposto pelo evento climático reforça discussões sobre preparação para episódios extremos em cidades do interior paulista. A experiência em Itapetininga ressoa com situações recentes vivenciadas em Goiás, onde enchentes também deixaram ruas alagadas e desabrigados em diversos municípios. A comparação destaca a necessidade de investimentos em drenagem e sistemas de alerta precoce.
Mutirão de limpeza e monitoramento dos níveis hídricos seguem como prioridade para restabelecer a normalidade nas áreas ainda impactadas pelo desastre climático