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Brasil

Rio de Janeiro tem governador interino após decisões do TSE; entenda

Com afastamento de Cláudio Castro e cassação de Rodrigo Bacellar, presidente do TJRJ assume interinamente até eleição suplementar em outubro

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Redação Biscoitei
29 de março de 2026, 23:16 2 min de leitura
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Rio de Janeiro tem governador interino após decisões do TSE; entenda

Desde a renúncia de Wilson Witzel em abril de 2021, o Rio de Janeiro não tem um governador eleito no cargo, devido a uma série de afastamentos determinados pela Justiça Eleitoral. O desembargador Henrique de Andrade, presidente do Tribunal de Justiça, ocupa interinamente o Palácio Guanabara desde junho de 2022, após a cassação do presidente da Assembleia Legislativa. A situação só deve ser resolvida com a eleição suplementar marcada para outubro.

A crise teve início com a renúncia de Wilson Witzel (PSC) durante seu processo de impeachment, em abril de 2021. Seu vice, Cláudio Castro (PL), assumiu o governo, mas em junho de 2022 o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o afastou por irregularidades na campanha de 2018. O mesmo tribunal cassou também o mandato de Rodrigo Bacellar (PL), presidente da Assembleia Legislativa e primeiro na linha sucessória.

Com a cassação de Bacellar, a sucessão estadual coube ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), desembargador Henrique de Andrade, que exerce o cargo de governador interino. Conforme apurou o G1, o TSE determinou a realização de eleições suplementares para 2 de outubro de 2022, com eventual segundo turno em 30 de outubro, para escolher um novo governador.

O episódio demonstra como decisões da Justiça Eleitoral podem criar vácos de poder e exigir a convocação de novas eleições, um mecanismo previsto em lei mas raro em nível estadual. No passado, o Rio já enfrentou intervenções federais e outras crises, mas a cadeia de afastamentos em menos de um ano é sem precedentes recentes.

Para Goiás, o caso do Rio lembra a vulnerabilidade institucional e a importância de regras claras de sucessão. O estado já experienciou eleições suplementares em municípios, como Rio Verde em 2021, após a cassação do prefeito, o que mostra que crises locais podem levar a novas urnas.

A crise fluminense reforça a necessidade de atenção às regras eleitorais e de sucessão, servindo como exemplo para outros estados sobre os riscos de instabilidade institucional.

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