A repórter Alma de la Rosa e o cinegrafista Cristo Morales, da emissora mexicana Gamavisión, foram atingidos por uma caminhonete na sexta-feira (2) enquanto faziam uma entrada ao vivo em Monterrey. O acidente ocorreu durante a cobertura dos impactos da tempestade que atingiu a região metropolitana da cidade. As imagens da colisão foram transmitidas em tempo real e circularam nas redes sociais.
Segundo reportagem do G1, os dois profissionais foram socorridos e encaminhados a hospitais locais logo após o atropelamento. O estado de saúde de ambos não foi detalhado nas primeiras informações divulgadas pelas autoridades e pela própria emissora.
O episódio reacende o debate sobre a segurança de jornalistas que trabalham em coberturas de eventos climáticos extremos, muitas vezes posicionados em vias expostas ao tráfego e a condições adversas de visibilidade. A prática de entradas ao vivo em meio a tempestades é comum em diversas redações, mas expõe as equipes a riscos que vão além do próprio fenômeno meteorológico.
Em Goiás, onde enchentes e alagamentos sazonais exigem coberturas semelhantes, o caso serve de alerta para a necessidade de protocolos mais rigorosos de proteção às equipes de reportagem. A proximidade com vias alagadas e o tráfego imprevisível durante temporais criam cenário de vulnerabilidade comparável ao registrado em Monterrey.
A tempestade que motivou a cobertura causou alagamentos severos na área metropolitana de Monterrey, com registro de quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia e danos a imóveis. As autoridades locais seguem monitorando a evolução do sistema meteorológico na região.
O atropelamento expõe a fragilidade das condições de trabalho em coberturas de desastres naturais e reforça a urgência de medidas concretas de segurança para profissionais de imprensa.