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Brasil

Rato em bolo: produto foi descartado e perícia não será feita em Porto Alegre

Investigação seguirá com fotos, depoimentos e vistoria na confeitaria; proprietária foi ouvida pela polícia

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Redação Biscoitei
20 de outubro de 2026, 15:00 2 min de leitura
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Rato em bolo: produto foi descartado e perícia não será feita em Porto Alegre
Foto: Reprodução/og:image

Um bolo contendo um rato morto foi jogado no lixo antes de passar por perícia, o que impede a análise direta do alimento. A proprietária da confeitaria, localizada na Zona Sul de Porto Alegre, foi presa e prestou depoimento à Polícia Civil na quarta-feira (14). A delegada Milena Simioli confirmou que o inquérito prosseguirá com base em registros fotográficos, relatos de testemunhas e avaliação das condições sanitárias do estabelecimento.

Segundo reportagem do G1, o descarte do produto ocorreu antes que a equipe de perícia pudesse recolher o material para exames laboratoriais. A delegada explicou que, apesar da perda da prova física, as imagens feitas pelo cliente e a inspeção no local fornecem elementos para dar continuidade à apuração criminal.

A investigação apura crime contra a saúde pública, previsto no Código Penal, que prevê pena de detenção para quem expõe à venda produto impróprio para consumo. A polícia não divulgou o valor do bolo nem a data exata da compra, mas confirmou que a confeitaria permanece sob fiscalização.

Vistoria sanitária realizada no estabelecimento após a denúncia deve subsidiar o relatório final. A delegada afirmou que laudos de órgãos de vigilância e depoimentos de funcionários e clientes serão cruzados para definir a responsabilidade pela contaminação.

O caso acende alerta para confeitarias de todo o país sobre a necessidade de protocolos rigorosos de controle de pragas e armazenamento. Em Goiânia, a Vigilância Sanitária municipal reforça que denúncias de irregularidades podem ser feitas pelos canais oficiais da prefeitura, com garantia de sigilo ao denunciante.

A apuração segue sem o alimento contaminado, mas com base documental e testemunhal que pode levar à responsabilização da empresária. O episódio reforça a importância da fiscalização contínua em estabelecimentos que manipulam alimentos.

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