Um bolo contendo um rato morto foi jogado no lixo antes de passar por perícia, o que impede a análise direta do alimento. A proprietária da confeitaria, localizada na Zona Sul de Porto Alegre, foi presa e prestou depoimento à Polícia Civil na quarta-feira (14). A delegada Milena Simioli confirmou que o inquérito prosseguirá com base em registros fotográficos, relatos de testemunhas e avaliação das condições sanitárias do estabelecimento.
Segundo reportagem do G1, o descarte do produto ocorreu antes que a equipe de perícia pudesse recolher o material para exames laboratoriais. A delegada explicou que, apesar da perda da prova física, as imagens feitas pelo cliente e a inspeção no local fornecem elementos para dar continuidade à apuração criminal.
A investigação apura crime contra a saúde pública, previsto no Código Penal, que prevê pena de detenção para quem expõe à venda produto impróprio para consumo. A polícia não divulgou o valor do bolo nem a data exata da compra, mas confirmou que a confeitaria permanece sob fiscalização.
Vistoria sanitária realizada no estabelecimento após a denúncia deve subsidiar o relatório final. A delegada afirmou que laudos de órgãos de vigilância e depoimentos de funcionários e clientes serão cruzados para definir a responsabilidade pela contaminação.
O caso acende alerta para confeitarias de todo o país sobre a necessidade de protocolos rigorosos de controle de pragas e armazenamento. Em Goiânia, a Vigilância Sanitária municipal reforça que denúncias de irregularidades podem ser feitas pelos canais oficiais da prefeitura, com garantia de sigilo ao denunciante.
A apuração segue sem o alimento contaminado, mas com base documental e testemunhal que pode levar à responsabilização da empresária. O episódio reforça a importância da fiscalização contínua em estabelecimentos que manipulam alimentos.