Quase 40 anos após o acidente radiológico com Césio-137 em Goiânia, Maria das Neves Ferreira, mãe de Leide das Neves, expressa sua dor e a necessidade de justiça. O acidente, ocorrido em 13 de setembro de 1987, continua a impactar profundamente as vidas dos afetados.
Em entrevista recente, Maria das Neves revelou que a exibição de uma série documental reacendeu memórias dolorosas, segundo o G1. O documentário trouxe à tona a negligência contínua em relação ao apoio prometido às vítimas, que ainda sofrem com a falta de assistência médica e psicológica adequada.
O acidente resultou em quatro mortes diretas e mais de 200 pessoas contaminadas, conforme dados históricos. A cidade de Goiânia, que se expandiu significativamente desde então, não pode esquecer o legado dessa tragédia, que permanece como um dos maiores desastres radiológicos do mundo.
Segundo o Mix Vale, a série documental gerou controvérsias ao ser acusada de distorcer fatos históricos, o que foi rejeitado por sobreviventes que clamam por uma representação precisa de suas experiências. A crítica à série destaca a necessidade de uma narrativa justa que respeite a memória das vítimas.
O depoimento de Maria das Neves reforça a urgência de políticas públicas eficazes. As autoridades locais e nacionais são instadas a transformar o luto em ações concretas, garantindo que as promessas de reparação sejam finalmente cumpridas.