Dados do DETRAN SP, do Ministério da Saúde e do Observatório Nacional de Segurança Viária apontam que motociclistas respondem por quase metade das vítimas fatais no trânsito de São Paulo. A pressão por entregas rápidas tem levado condutores a circular sobre calçadas, entre pedestres e a avançar sinais vermelhos.
Segundo reportagem do G1, a combinação entre metas de tempo curtas e remuneração por corrida cria incentivo direto para infrações graves. Imagens captadas em diferentes capitais mostram motos transitando em calçadas, cruzando faixas de pedestres no vermelho e zigzagueando entre veículos em movimento.
O Observatório Nacional de Segurança Viária alerta que o padrão se repete em outras metrópoles brasileiras. O crescimento da frota de motos supera a expansão da malha viária e da fiscalização eletrônica, o que amplia a exposição ao risco tanto para condutores quanto para pedestres e ciclistas.
A expansão do setor de entregas por motocicleta também preocupa em Goiânia, onde a prefeitura e órgãos de trânsito monitoram o aumento da frota, embora dados consolidados de acidentes ainda não tenham sido divulgados publicamente.
Especialistas defendem a revisão de prazos de entrega impostos por plataformas, a ampliação de áreas de espera para motofretistas e campanhas educativas contínuas. Medidas de engenharia de tráfego, como faixas exclusivas e redutores de velocidade, são apontadas como complementares à fiscalização.
O cenário reforça a necessidade de fiscalização mais rigorosa e de políticas que conciliem a demanda por entregas com a segurança de todos os usuários das vias.