Sentimentos como tristeza, raiva, medo e negação após o diagnóstico de câncer são respostas esperadas da adaptação psicológica, não indícios automáticos de transtorno mental, afirma a psicóloga Andressa Bruceze, da Oncomed-MT.
A profissional, registrada no CRP-MT sob número 05237, explica que o impacto do diagnóstico desencadeia um processo comparável ao luto. Essas reações, segundo reportagem do G1, integram o enfrentamento da doença e precisam ser validadas pela equipe de saúde.
O acolhimento dessas emoções durante o tratamento oncológico amplia a rede de cuidado e pode influenciar a adesão às terapias. Pacientes que se sentem ouvidos tendem a manter o acompanhamento médico com mais regularidade.
A orientação reflete movimento crescente na oncologia de integrar suporte psicológico desde o primeiro atendimento, saindo do modelo exclusivo de encaminhamento tardio para psiquiatria.
Para quem recebe o diagnóstico, saber que o turbilhão emocional é esperado reduz a culpa por não estar forte e abre espaço para pedir ajuda profissional quando necessário.
Reconhecer o sofrimento psíquico como parte do tratamento oncológico é passo essencial para humanizar o cuidado integral do paciente.