Salvador, que completa 477 anos, está no centro de uma transformação no transporte público com três projetos prioritários: expansão do BRT até o aeroporto, extensão do metrô ao Campo Grande e implantação de VLT para Simões Filho. Com previsão de início das obras ainda em 2024, a experiência da capital baiana pode acelerar ou ajustar os planos de Goiânia, que opera um BRT e estuda novas linhas.
A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Mobilidade (SETM), prioriza a ampliação do BRT, com a linha Lapa-aeroporto em fase mais avançada, incluindo licitação em andamento. Paralelamente, a extensão do metrô até o bairro de Campo Grande e a implantação de um VLT ligando a cidade ao município de Simões Filho compõem o pacote de modernização, todos com cronogramas definidos para os próximos anos.
Segundo o G1, a expectativa é que essas intervenções reduzam congestionamentos e integrem diferentes modais, mas enfrentam desafios como custos elevados e prazos apertados. A busca por parcerias público-privadas tem sido uma estratégia para viabilizar as obras, enquanto a população aguarda a melhoria na qualidade do deslocamento diário.
Historicamente, Salvador já passou por várias fases no transporte: no século XIX, bondes puxados por burros; no século XX, trens urbanos e posteriormente ônibus. O metrô atual, em operação desde 2014, agora será expandido, refletindo uma tendência global de priorizar sistemas de alta capacidade sobre rodas ou trilhos.
Goiânia, que mantém um BRT operacional no Eixo Anhanguera desde 2021, acompanha de perto os desdobramentos soteropolitanos. A capital goiana discute a expansão do metrô e a implantação de um VLT, e os prazos e modelos adotados em Salvador podem servir de referência para otimizar seus próprios projetos, evitando atrasos e maximizando recursos públicos.
O sucesso ou fracasso dos projetos em Salvador não apenas remodelará a mobilidade na Bahia, mas também oferecerá lições valiosas para Goiânia e outras cidades que buscam soluções eficientes de transporte coletivo.