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Brasil

Projeto de SP usa literatura para dar voz a vulneráveis e inspira Goiânia

Iniciativa 'Histórias que nunca vou esquecer' promove escrita criativa globalmente e pode ser adaptada para periferias e indígenas goianos.

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Redação Biscoitei
04 de abril de 2026, 07:57 2 min de leitura
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Projeto de SP usa literatura para dar voz a vulneráveis e inspira Goiânia

Um projeto idealizado em Itapetininga (SP) está amplificando narrativas de comunidades vulneráveis ao redor do mundo através da criação de livros. A iniciativa, batizada de 'Histórias que nunca vou esquecer', utiliza a escrita criativa para superar barreiras linguísticas e registrar memórias de grupos marginalizados, despertando interesse para uma possível replicaçao em Goiânia.

Conduzido por Ismael Tavernaro Fil, o projeto mobiliza comunidades em diferentes países, transformando relatos pessoais em obras literárias coletivas. A metodologia prioriza a expressão autoral, permitindo que participantes de contextos de exclusão registrem suas vivências sem mediação excessiva, segundo os organizadores.

Conforme apurou o G1, a iniciativa já desenvolveu ações em parceria com ONGs internacionais e conta com apoio da Prefeitura de Itapetininga e da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. Apesar da abrangência global, os idealizadores não divulgaram números específicos de participantes ou obras concluídas até o momento.

A proposta se destaca por enxergar a literatura como ferramenta de resiliência e preservação cultural, similar a outros movimentos que usam arte para emancipação social. Historicamente, projetos de escrita comunitária têm surgido como resposta à falta de representação nos circuitos editoriais tradicionais.

Em Goiás, a ideia ganha atenção por seu potencial de adaptação para comunidades periféricas de Goiânia e povos indígenas do estado. A Secretaria Municipal de Cultura poderia estudar o modelo para fomentar a inclusão literária e documentar histórias locais, alinhando-se a políticas de acesso à cultura.

Especialistas apontam que iniciativas assim fortalecem identidades e criam acervos autênticos, muitas vezes ignorados por projetos de cima para baixo. A chave estaria na escuta ativa e no respeito às particularidades de cada grupo, evitando a homogeneização das vozes.

O projeto de Itapetininga demonstra que a literatura pode ser um instrumento poderoso de inclusão e memória, com possibilidades reais de adaptação para o contexto goiano.

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