A professora Antônia Tomaz Vieira, de 55 anos, foi morta pelo ex-marido em Jataí, no sudoeste de Goiás, em um caso classificado como feminicídio. A família revelou que a separação ocorreu após a vítima descobrir uma traição e que seu maior desejo era recomeçar. O crime reacende o debate sobre a proteção à mulher no interior goiano.
Antônia lecionava em uma escola municipal de Jataí e era vista como uma profissional dedicada. O relacionamento com o ex-marido, cuja identidade não foi divulgada, terminou quando ela descobriu a infidelidade. Após a separação, ela buscava recomeçar, mas não conseguiu evitar a violência que culminou em sua morte.
Segundo o G1, a filha da professora, a dentista Kamila Malaquias, fez um desabafo nas redes sociais. 'Ela era forte, equilibrada e digna. Só queria recomeçar', escreveu Kamila. A Polícia Civil de Goiás investiga o caso como feminicídio e trabalha para localizar o suspeito.
Goiás enfrenta índices preocupantes de feminicídio, com casos espalhados por municípios fora da região metropolitana. O Observatório da Violência contra a Mulher do estado alerta que a distância da capital pode dificultar o acesso a medidas protetivas e delegacias especializadas. Em Jataí, localizada a mais de 300 km de Goiânia, a rede de apoio à mulher em situação de violência é mais limitada.
A Secretaria de Estado da Mulher e da Igualdade Racial (SEMIR) e o Conselho Estadual da Condição Feminina implementam ações contra a violência, mas a efetividade no interior ainda é um desafio. Para a população de Goiânia, que convive com a violência em bairros como o Setor Marista ou o Jardim Goiás, o caso serve como um lembrete de que a proteção precisa ser ampliada em todo o território goiano.
A morte de Antônia Tomaz Vieira evidencia a urgência de reforçar políticas públicas de proteção à mulher, especialmente nas regiões mais afastadas da capital, onde a resposta do Estado pode ser mais lenta.