A produção de uva em Goiás dobrou nos últimos anos, consolidando a rota do vinho no Cerrado como novo polo enoturístico e econômico do estado. O crescimento reflete investimentos em tecnologia e adaptação de variedades ao clima local.
Segundo reportagem da Tribuna do Planalto, o avanço da viticultura goiana tem atraído novos produtores e ampliado a oferta de vinhos de altitude e de inverno, modalidades que se adaptaram bem às condições do Planalto Central. A publicação destaca que a expansão ocorre em municípios como Alexânia, Pirenópolis e Jaraguá.
O fortalecimento da rota do vinho no Cerrado movimenta cadeias correlatas: hospedagem, gastronomia, transporte e comércio de insumos. Empreendedores de Goiânia já prospectam parcerias para roteiros de fim de semana e eventos de degustação, aproveitando a proximidade da capital com as áreas produtoras.
A adaptação de castas como Syrah, Cabernet Sauvignon e Viognier ao terroir goiano foi viabilizada por pesquisas da Embrapa e assistência técnica da Emater, que orientam manejo de solo, irrigação controlada e poda invertida para colheita no inverno seco.
Com a duplicação da safra, Goiás passa a figurar entre os estados emergentes no mapa vitivinícola nacional, reduzindo a dependência de importação de uva para vinícolas locais e gerando emprego sazonal qualificado no campo.
A consolidação da rota do vinho no Cerrado transforma a vocação agrícola de Goiás e abre mercado para produtos de maior valor agregado, com reflexo direto na economia regional.