Amarildo Ramos de Souza, de 33 anos, foi preso na terça-feira (31) em Barra, oeste da Bahia, suspeito de matar a irmã trans, conhecida como Estrelinha, a facadas. A vítima foi assassinada no mesmo município e a Polícia Civil investiga o crime, enquanto a Polícia Militar prendeu o suspeito quando ele caminhava armado pela cidade.
A prisão ocorreu em via pública, com o suspeito portando uma arma no momento da abordagem policial. O crime, que chocou a comunidade local, teria ocorrido em data anterior à prisão, segundo as investigações iniciais.
Conforme apurou o G1, a Polícia Civil da Bahia responsabiliza Amarildo pelo homicídio e busca estabelecer a motivação, que pode estar vinculada à identidade de gênero da vítima. A vítima era conhecida na região pelo nome social Estrelinha.
A violência contra pessoas trans é um problema crônico no Brasil, que lidera rankings mundiais de assassinatos dessa população. Dados de organizações não governamentais indicam que a maioria das vítimas são mulheres trans ou travestis, com altos índices de impunidade.
Em Goiânia, casos de transfobia e agressões contra a população LGBTQIA+ têm sido registrados nos últimos anos, segundo relatos de coletivos e defensores de direitos humanos. Organizações locais argumentam que há carência de políticas públicas específicas de proteção e acolhimento, o que deixa a comunidade em situação de vulnerabilidade.
O episódio na Bahia serve como um espelho para a realidade goiana, onde a falta de medidas preventivas e de assistência às vítimas pode agravar a exposição a riscos. Especialistas apontam que a intersecção de gênero, raça e classe aumenta a vulnerabilidade, exigindo respostas integradas das autoridades.
A prisão no caso baiano reforça a urgência de debates e ações concretas em Goiás para combater a violência contra pessoas trans, com foco em proteção policial, apoio psicossocial e educação para a diversidade.