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Brasil

Primeiro porco clonado do Brasil nasce na USP e abre caminho para transplantes

Animal saudável pode impulsionar pesquisa de órgãos compatíveis, beneficiando milhares na fila de transplantes, incluindo em Goiás.

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Redação Biscoitei
03 de abril de 2026, 22:35 2 min de leitura
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Primeiro porco clonado do Brasil nasce na USP e abre caminho para transplantes

Um porco macho, clonado pela primeira vez no Brasil, nasceu com saúde no campus de Piracicaba da USP. O evento, divulgado pela equipe de pesquisa, emprega a transferência nuclear de células somáticas para viabilizar a produção de órgãos destinados a transplantes humanos.

A conquista ocorre em um país com mais de 48 mil pessoas aguardando na fila única do Sistema Nacional de Transplantes.

O animal, com 2,5 quilos, foi gerado através da transferência do núcleo de uma célula somática para um óvulo enucleado, método conhecido como clonagem por transferência nuclear.

Essa técnica, já utilizada em outros países, agora é aplicada no Brasil com foco em xenotransplante, ou seja, o transplante de órgãos de animais para humanos.

A pesquisa, conduzida no Instituto de Ciências Biomédicas da USP, busca criar porcos geneticamente modificados para que seus órgãos não sejam rejeitados pelo sistema imunológico humano.

Segundo o G1, o nascimento do porco clonado é um passo crucial para reduzir a dependência de doadores humanos.

Atualmente, a fila de transplantes no Brasil conta com mais de 48 mil pacientes, segundo dados do Ministério da Saúde.

A técnica de clonagem pode, no futuro, fornecer órgãos sob demanda, eliminando a escassez e as listas de espera.

A clonagem de animais para fins médicos não é nova; o primeiro porco clonado para transplantes foi anunciado nos Estados Unidos em 2017.

No entanto, a conquista brasileira demonstra a capacidade científica do país em biomedicina.

Pesquisas similares estão em andamento em outras nações, mas cada avanço local traz implicações específicas para o sistema de saúde nacional.

Em Goiás, a estrutura de transplantes é robusta, com hospitais como o Hospital das Clínicas da UFG e a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia realizando procedimentos regularmente.

A fila estadual também é significativa, com centenas de pacientes aguardando.

Especialistas locais acompanham com interesse o desenvolvimento dessa tecnologia, pois sua implementação poderia reduzir drasticamente o tempo de espera.

Parcerias entre centros de pesquisa paulistas e instituições goianas podem ser viabilizadas no futuro, acelerando a aplicação prática.

A clonagem de porcos para transplantes representa uma esperança para reduzir a fila nacional, e Goiás pode se beneficiar com a integração de suas unidades de saúde a futuras tecnologias.

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