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Brasil

Presidente da Câmara assume prefeitura de Francisco Sá após cassação de prefeita e vice

Ronilson Fabiano Gonçalves (PRD) toma posse interina após decisão judicial que afastou Alini Bicalho e Geraldo Antônio Bicalho

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Redação Biscoitei
14 de outubro de 2026, 12:00 2 min de leitura
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Presidente da Câmara assume prefeitura de Francisco Sá após cassação de prefeita e vice
Foto: Reprodução/og:image

O presidente da Câmara Municipal de Francisco Sá, Ronilson Fabiano Gonçalves (PRD), assumiu interinamente a prefeitura da cidade na terça-feira (13) depois que a Justiça Eleitoral cassou os mandatos da prefeita Alini Bicalho (PT) e do vice-prefeito Geraldo Antônio Bicalho (PT). A posse ocorreu em sessão extraordinária realizada no fim da tarde, logo após o Legislativo receber a notificação oficial do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais.

A cassação foi determinada pelo TRE-MG por abuso de poder econômico e político durante a campanha de 2024, segundo reportagem do G1. A decisão cabe recurso, mas tem efeito imediato, o que provocou a troca de comando no executivo municipal.

Francisco Sá, localizada no Norte de Minas Gerais, tem cerca de 28 mil habitantes e agora vive sua segunda mudança de prefeito em menos de dois anos. Em 2023, o então prefeito também foi afastado por irregularidades em contratos públicos, o que já havia gerado instabilidade administrativa.

Ronilson Gonçalves, vereador mais votado na última eleição, comandará o município até que o TSE julgue o recurso ou até a realização de novas eleições, caso a cassação seja mantida em última instância. A Câmara Municipal informou que a transição ocorreu de forma pacífica e que os servidores foram orientados a manter a rotina dos serviços essenciais.

O caso acende alerta para a fiscalização de campanhas eleitorais em municípios de médio porte, onde o controle de gastos e a transparência muitas vezes dependem exclusivamente da atuação do Ministério Público Eleitoral e de denúncias de adversários políticos.

A definição sobre a permanência de Alini Bicalho no cargo depende agora do julgamento do recurso no Tribunal Superior Eleitoral, sem data marcada.

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