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Brasil

Predador se passava por criança no Roblox; alerta para famílias em Goiânia

Caso no Pará revela métodos de abusadores em jogos online — 60% das crianças goianas entre 10 e 15 anos usam a plataforma.

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Redação Biscoitei
05 de julho de 2026, 06:13 3 min de leitura
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Predador se passava por criança no Roblox; alerta para famílias em Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Um homem de 21 anos foi preso no Pará por se passar por criança em chats do Roblox para atrair vítimas de 10 anos e obter imagens íntimas. O caso expõe riscos crescentes em plataformas de jogos online, onde crianças são alvos fáceis de predadores que exploram a vulnerabilidade digital. Em Goiânia, onde mais de 60% das crianças entre 10 e 15 anos jogam Roblox, especialistas alertam para a urgência de proteção familiar.

Segundo o G1, o suspeito criava perfis falsos com nomes e fotos de crianças, estabelecendo vínculos de confiança por semanas antes de pedir que as vítimas enviassem fotos íntimas por outros aplicativos, como WhatsApp e Telegram, onde o controle do Roblox não se aplica. Ele usava técnicas de grooming, manipulando emoções e incentivando segredos, para evitar que as crianças contassem aos pais. Ao menos cinco meninos e meninas foram identificados como vítimas, todas com idade próxima aos 10 anos.

Conforme apurou o G1, o crime se enquadra como exploração sexual infantil em ambiente digital, crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e punido com até 12 anos de prisão. A Polícia Civil do Pará destacou que os agressores frequentemente atuam em redes descentralizadas, trocando plataformas assim que são detectados, o que dificulta o rastreamento e a prevenção. A falta de supervisão adulta durante o uso de jogos online é apontada como fator chave para o sucesso desses ataques.

De acordo com G1, casos semelhantes já foram registrados em outros estados, mas a escalada ocorre em plataformas populares entre jovens, como Roblox, que combina jogos, redes sociais e chats em tempo real. A estrutura do jogo, que permite criação de avatares e interações sem filtro eficaz de conteúdo, torna o ambiente propício para abusadores. Estudos do Ministério Público Federal indicam que 70% das denúncias de exploração sexual online envolvem jogos online, e não apenas redes sociais tradicionais.

Em Goiânia, escolas e pais começam a sentir a pressão desse novo cenário. A Secretaria Municipal de Educação já iniciou conversas com especialistas para incluir orientações sobre segurança digital no currículo de educação infantil. Para os pais, a recomendação é monitorar os jogos que os filhos jogam, usar contas com permissões restritas e manter diálogo aberto sobre o que acontece nos chats — sem punir a criança caso ela relate algo suspeito, para não inibir a denúncia.

O caso do Pará não é isolado — é um espelho da realidade digital que crianças goianas enfrentam todos os dias. Protegê-las exige mais que tecnologia: exige presença, educação e vigilância constante.

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