Na sexta-feira (31), agentes da polícia espanhola lançaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar uma multidão de migrantes que tentava atravessar a fronteira terrestre entre Marrocos e Ceuta, enclave espanhol no norte da África. O episódio aconteceu depois de um grande fluxo de pessoas chegar à região nadando, com alguns conseguindo ultrapassar a barreira de segurança. As autoridades afirmaram que a medida visava retomar o controle da situação e evitar novas tentativas de passagem irregular.
Testemunhas relataram nuvens de gás e correntes de pessoas tentando fugir ou se proteger dos efeitos do lacrimogêneo. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram agentes avançando em direção aos grupos enquanto o gás se espalhava no ar.
Segundo reportagem do G1, o incidente faz parte de um aumento recente nas tentativas de entrada irregular em Ceuta a partir de Marrocos, com fluxos que têm se intensificado nos últimos meses.
As autoridades espanholas justificaram o uso de gás como necessário para garantir a ordem e evitar que novos grupos conseguissem romper a cerca de fronteira, destacando que a operação foi realizada dentro dos protocolos de segurança.
A situação em Ceuta tem sido monitorada por organismos internacionais, que alertam para o risco de crises humanitárias quando medidas repressivas são empregadas em fluxos migrais intensos.
O uso de gás lacrimogêneo na fronteira de Ceuta ilustra a tensão entre o controle de fronteiras e os direitos dos migrantes, um tema que continua a gerar debate nas políticas de imigração da Europa.