Um policial militar suspeito de participação na morte de um colega — cujo corpo foi encontrado carbonizado — é alvo de uma segunda frente de investigação que apura a venda de contas falsificadas em um aplicativo de transporte. As duas apurações correm em paralelo há cerca de três anos, sem que prisões tenham sido decretadas até o momento.
A investigação principal mira o homicídio do agente, cujo cadáver foi localizado em avançado estado de carbonização, o que dificultou a identificação imediata e a coleta de provas periciais. A suspeita recai sobre um integrante da mesma corporação, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades.
Segundo reportagem do G1, a mesma pessoa é investigada por esquema de criação e comercialização de perfis fraudulentos em plataforma de mobilidade urbana. A fraude permitiria que motoristas não cadastrados ou com pendências operassem sob identidades de terceiros, burlando controles de segurança da empresa e do poder público.
A conexão entre os dois crimes ainda não foi confirmada oficialmente, mas a hipótese de que a atividade ilícita no aplicativo tenha motivado ou facilitado a execução do colega é uma das linhas seguidas pelos investigadores. A demora de aproximadamente três anos sem desfecho levanta questionamentos sobre a celeridade dos inquéritos que envolvem agentes de segurança.
A ausência de informações sobre o aplicativo específico, a localização dos fatos e a identidade dos envolvidos impede, por ora, uma avaliação mais precisa do alcance da fraude e de seus reflexos na rotina de passageiros e motoristas regulares.
O caso expõe a complexidade de investigar crimes cometidos por quem deveria combatê-los e reforça a necessidade de mecanismos de controle interno mais eficazes nas corporações policiais.