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Brasil

PM investigado por morte de colega carbonizado também responde por fraude em app de transporte

Inquérito apura se venda de contas falsas em plataforma de mobilidade tem relação com execução de policial militar

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Redação Biscoitei
20 de agosto de 2026, 10:00 2 min de leitura
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PM investigado por morte de colega carbonizado também responde por fraude em app de transporte
Foto: Reprodução/og:image

Um policial militar suspeito de participação na morte de um colega — cujo corpo foi encontrado carbonizado — é alvo de uma segunda frente de investigação que apura a venda de contas falsificadas em um aplicativo de transporte. As duas apurações correm em paralelo há cerca de três anos, sem que prisões tenham sido decretadas até o momento.

A investigação principal mira o homicídio do agente, cujo cadáver foi localizado em avançado estado de carbonização, o que dificultou a identificação imediata e a coleta de provas periciais. A suspeita recai sobre um integrante da mesma corporação, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades.

Segundo reportagem do G1, a mesma pessoa é investigada por esquema de criação e comercialização de perfis fraudulentos em plataforma de mobilidade urbana. A fraude permitiria que motoristas não cadastrados ou com pendências operassem sob identidades de terceiros, burlando controles de segurança da empresa e do poder público.

A conexão entre os dois crimes ainda não foi confirmada oficialmente, mas a hipótese de que a atividade ilícita no aplicativo tenha motivado ou facilitado a execução do colega é uma das linhas seguidas pelos investigadores. A demora de aproximadamente três anos sem desfecho levanta questionamentos sobre a celeridade dos inquéritos que envolvem agentes de segurança.

A ausência de informações sobre o aplicativo específico, a localização dos fatos e a identidade dos envolvidos impede, por ora, uma avaliação mais precisa do alcance da fraude e de seus reflexos na rotina de passageiros e motoristas regulares.

O caso expõe a complexidade de investigar crimes cometidos por quem deveria combatê-los e reforça a necessidade de mecanismos de controle interno mais eficazes nas corporações policiais.

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