Dois trechos de praias em Pitimbu, no Litoral Sul da Paraíba, foram classificados como impróprios para banho por conta da contaminação por esgoto. O alerta, emitido pela Sudema em 3 de julho de 2024, baseia-se em amostras coletadas entre 30 de junho e 1º de julho, com índices de coliformes termotolerantes acima do limite permitido pela legislação sanitária federal. Embora o problema seja localizado no Nordeste, cidades como Goiânia também enfrentam desafios semelhantes na qualidade da água de seus corpos hídricos.
Segundo o G1, os trechos afetados são a Praia de Pitimbu e a foz do Rio Pitimbu, onde a poluição por esgoto doméstico não tratado elevou os níveis de contaminação além do permitido pela Portaria 2.578/2022 do Ministério da Saúde. O laudo tem validade até 10 de julho e reforça a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura de saneamento básico na região. A Sudema recomenda que banhistas evitem o contato com a água nesses locais até nova avaliação.
Conforme apurou o G1, o problema não é exclusivo do litoral paraibano. Em Goiânia, o Lago da Serra e o Rio Meia Ponte também apresentam períodos de qualidade da água comprometida, especialmente na estação seca, quando o volume de água reduz e a concentração de poluentes aumenta. A Samae realiza monitoramento mensal desses corpos d’água, mas a falta de esgotamento sanitário em áreas periféricas continua sendo um entrave para a melhora da balneabilidade.
De acordo com G1, o cenário na Paraíba reflete uma realidade comum em muitos municípios litorâneos do Brasil, onde o crescimento urbano desordenado supera a capacidade de tratamento de esgoto. No interior, como em Goiânia, o desafio é semelhante: a ausência de coleta e tratamento adequados em bairros mais distantes leva ao lançamento de dejetos diretamente em rios e córregos, afetando tanto a saúde pública quanto o meio ambiente.
Em Goiás, o monitoramento da qualidade da água é feito pela Samae e pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Imas), que mantêm parcerias com universidades para análise de amostras. Apesar dos esforços, a população ainda enfrenta riscos, especialmente em áreas onde o acesso ao saneamento básico é precário. A situação exige políticas públicas integradas entre os níveis municipal, estadual e federal.
A contaminação das águas em praias e rios é um problema nacional, que afeta tanto regiões costeiras quanto centros urbanos do interior. A solução exige investimento contínuo em saneamento básico e fiscalização eficaz, independentemente da localização geográfica.