Pular para o conteúdo
Publicidade
Goiânia

Pipas causam 288 ocorrências na rede elétrica de Goiás em julho e deixam 70 mil imóveis sem luz

Dados da Celg mostram impacto do uso de cerol e linhas metálicas; concessionária reforça campanha de segurança nas férias escolares

R
Redação Biscoitei
29 de julho de 2026, 15:30 2 min de leitura
Compartilhar:
🎧
OUÇA ESTA MATÉRIA
Pipas causam 288 ocorrências na rede elétrica de Goiás em julho e deixam 70 mil imóveis sem luz
Reprodução/web

Pipas foram responsáveis por 288 interrupções no fornecimento de energia em Goiás apenas no mês de julho, afetando cerca de 70 mil unidades consumidoras em diferentes municípios. O balanço foi divulgado pela Companhia de Eletricidade de Goiás (Celg) e compilado em reportagem do Jornal Opção.

O número de ocorrências reflete o aumento típico do período de férias escolares, quando crianças e adolescentes ocupam ruas e lajes para soltar pipas. Muitas das interrupções ocorrem quando linhas com cerol ou fios metálicos tocam a rede de média tensão, provocando curtos-circuitos que desligam alimentadores inteiros.

Segundo reportagem do Jornal Opção, a Celg mantém campanha permanente de orientação nas escolas e nas redes sociais, alertando para o risco de choque elétrico e para a proibição do cerol, prevista em lei estadual. A concessionária também recomenda que, caso a pipa enrosque na fiação, não se tente resgatá-la — o correto é acionar a central de atendimento.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) monitora os indicadores de continuidade do serviço e cobra das distribuidoras planos de mitigação para causas externas, como o caso das pipas. Em Goiás, a empresa investe em palestras comunitárias e na distribuição de materiais educativos nas regiões com maior histórico de ocorrências.

Moradores de bairros da região metropolitana de Goiânia relatam quedas frequentes de energia nos fins de semana de julho. Comerciantes de setores como Campinas e Setor Oeste apontam prejuízos com equipamentos queimados e perda de mercadorias perecíveis durante os desligamentos não programados.

A combinação de fiscalização, educação nas escolas e conscientização das famílias segue como principal estratégia para reduzir os números nos próximos meses.

Compartilhar: