A Procuradoria-Geral do Município de Goiânia articula uma ação judicial para tentar encerrar a greve na rede municipal de ensino. A paralisação, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, atinge cerca de 120 mil estudantes desde o início da mobilização.
Segundo reportagem do G1, a medida jurídica deve ser protocolada nos próximos dias com pedido de declaração de ilegalidade do movimento. O Sintego mantém a posição de que a greve é legítima e necessária para garantir direitos da categoria, conforme notas divulgadas nos canais oficiais da entidade.
A greve na educação é apontada como um problema recorrente no estado de Goiás, com histórico de paralisações anuais que impactam o calendário escolar. A judicialização sinaliza uma mudança de estratégia da gestão municipal frente ao impasse nas negociações diretas com o sindicato.
Pais e responsáveis relatam dificuldade em reorganizar a rotina familiar sem previsão de retorno às aulas. A indefinição sobre reposição de dias letivos preocupa principalmente famílias de alunos do ensino fundamental, que dependem da escola também para alimentação e cuidado durante o expediente.
A Tribuna do Planalto destaca que a ação da PGM pode acelerar a definição sobre o ano letivo, mas não garante solução imediata para as reivindicações salariais e de carreira que motivaram a paralisação. O sindicato não indicou prazo para assembleia de avaliação do movimento.
A judicialização abre novo capítulo no impasse, mas a normalização do atendimento aos estudantes ainda depende de acordo entre as partes ou de decisão liminar da Justiça.