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Brasil

Pesquisador da USP é premiado na Alemanha por descoberta que pode revolucionar tratamento de câncer

Descoberta sobre ferroptose pode beneficiar pacientes em Goiás, onde mais de 20 mil novos casos foram registrados em 2023

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Redação Biscoitei
10 de julho de 2026, 12:51 2 min de leitura
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Pesquisador da USP é premiado na Alemanha por descoberta que pode revolucionar tratamento de câncer
Foto: Reprodução/og:image

O pesquisador brasileiro José Pedro Friedmann Angeli, da Universidade de São Paulo (USP), recebeu o prestigiado prêmio Ludwig Boltzmann na Alemanha por descobertas que podem revolucionar o tratamento de cânceres resistentes. A inovação envolve a regulação da ferroptose, um mecanismo de morte celular que pode ser usado para eliminar tumores que não respondem à quimioterapia ou radioterapia.

A descoberta de Angeli, publicada em revistas científicas de alto impacto como Nature e Cell, identificou como controlar a ferroptose — um processo natural de morte celular que, quando ativado de forma precisa, pode destruir células tumorais sem danificar tecidos saudáveis. Essa abordagem representa uma nova fronteira na oncologia, especialmente para tumores que desenvolvem resistência aos tratamentos tradicionais.

Segundo o G1, o pesquisador coordena o Laboratório de Biologia da Morte Celular na USP e mantém parcerias com instituições alemãs desde 2018, o que facilitou a validação internacional de seus resultados. A premiação reforça o papel do Brasil como protagonista em pesquisas de ponta contra o câncer, mesmo com limitações de investimento público.

A relevância da descoberta se estende a Goiás, onde o Instituto Nacional de Câncer (INCA) registrou mais de 20 mil novos casos de câncer em 2023. Com o avanço das terapias baseadas em ferroptose, hospitais como o Hospital de Câncer de Goiás e a Universidade Federal de Goiás (UFG) poderão se conectar diretamente com centros internacionais, acelerando a implementação de novos protocolos clínicos no estado.

Historicamente, o Brasil tem sido referência em pesquisas sobre morte celular, mas a escassez de recursos tem dificultado a tradução dessas descobertas em tratamentos acessíveis. A premiação de Angeli pode servir como catalisador para atrair investimentos e parcerias entre instituições goianas e redes globais, ampliando o acesso a terapias inovadoras no Centro-Oeste.

A conquista de Angeli não só eleva o perfil da ciência brasileira, mas também oferece esperança concreta para pacientes em Goiás, onde o combate ao câncer exige soluções cada vez mais eficazes e acessíveis.

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