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Brasil

Pescadores são resgatados após 5 horas à deriva no ES; risco se repete em represas de Goiás

Falta de equipamentos de segurança em embarcações artesanais é problema recorrente em áreas remotas do estado

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Redação Biscoitei
13 de julho de 2026, 05:18 2 min de leitura
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Pescadores são resgatados após 5 horas à deriva no ES; risco se repete em represas de Goiás
Foto: Reprodução/og:image

Dois pescadores foram resgatados no domingo, 12 de maio, após ficarem cinco horas à deriva no mar, a seis quilômetros da costa da Serra, no Espírito Santo. A embarcação deles sofreu pane no motor durante uma pescaria, mas os homens conseguiram acionar o Corpo de Bombeiros e foram levados em segurança à costa, sem lesões.

Segundo o G1, o resgate foi realizado com apoio da Capitania dos Portos do Espírito Santo, que atuou rapidamente após o chamado de emergência. Os homens, de 41 e 33 anos, utilizavam uma embarcação sem equipamentos de comunicação de emergência, o que dificultou a localização inicial. A situação reforça os riscos enfrentados por pescadores artesanais em águas abertas, onde a ausência de sinal de celular e estrutura de suporte pode ser fatal.

No interior de Goiás, pescadores que atuam em represas como Santa Isabel ou no Rio Araguaia enfrentam situações semelhantes. Em regiões isoladas, panes em motores, falta de radiofrequência e ausência de coletes salva-vidas são comuns. O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás já realizou resgates similares em 2023, mas a maioria das embarcações artesanais não possui equipamentos obrigatórios, segundo relatos de associações locais.

A falta de regulamentação efetiva para pescadores artesanais em áreas remotas é um problema estrutural. Enquanto no litoral capixaba há estrutura da Marinha e da Capitania dos Portos, em Goiás, o acesso a assistência técnica e segurança náutica é limitado. Estudos da Universidade Federal de Goiás apontam que mais de 70% das embarcações usadas em represas não têm GPS, rádio ou sinalizador de emergência.

Em Goiânia, organizações de pesca artesanal pedem campanhas de conscientização e parcerias com o poder público para distribuir kits de segurança básicos. A situação no Espírito Santo serve de alerta: sem preparo, uma simples pane pode se transformar em tragédia, mesmo em águas aparentemente calmas.

O resgate no Espírito Santo destaca a importância de medidas preventivas que ainda são negligenciadas em muitas regiões do interior de Goiás, onde a pesca artesanal é modo de vida e também fonte de risco constante.

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