Os dois principais nomes na corrida pelo Palácio das Esmeraldas entregaram à Justiça Eleitoral a declaração de bens obrigatória para candidatos a cargos majoritários. Marconi Perillo (PSDB) informou patrimônio de R$ 11,8 milhões, enquanto Daniel Vilela (MDB) registrou R$ 5,6 milhões.
A apresentação das declarações cumpre exigência da legislação eleitoral para quem disputa governo estadual, Senado ou Presidência. Os dados foram tornados públicos pelo Tribunal Superior Eleitoral e sistematizados em reportagens do G1, que detalham a composição dos patrimônios — imóveis, aplicações financeiras, participações societárias e veículos.
Perillo, que já governou Goiás por quatro mandatos, tem a maior parte do patrimônio concentrada em imóveis rurais e urbanos, além de quotas em empresas do setor agropecuário. Vilela, atual vice-governador e filho do ex-governador Maguito Vilela, declara bens majoritariamente em imóveis e aplicações de renda fixa. A diferença de cerca de R$ 6,2 milhões entre as duas declarações reflete trajetórias políticas e profissionais distintas.
A transparência patrimonial é um dos pilares da fiscalização eleitoral e permite ao eleitor comparar a evolução do patrimônio dos candidatos ao longo do tempo. Em pleitos anteriores, ambos já haviam apresentado declarações que servem de base para eventuais questionamentos sobre enriquecimento ilícito ou compatibilidade com a renda declarada.
Em Goiás, a divulgação ocorre no momento em que as campanhas começam a ganhar as ruas e os debates televisivos. O acesso facilitado aos dados pelo portal do TSE e pela imprensa fortalece o controle social e pressiona por coerência entre o discurso público e a realidade patrimonial de cada postulante.
Com as declarações homologadas, a disputa pelo governo estadual passa a ter mais um parâmetro objetivo para avaliação do eleitorado goiano nas urnas de outubro.