Pular para o conteúdo
Publicidade
Brasil

Peixe elétrico inspira pesquisa para tecnologias que 'enxergam' no escuro

Estudo do Gymnotus carapo com IA pode gerar sensores para robótica e medicina em ambientes sem luz

R
Redação Biscoitei
30 de setembro de 2026, 13:30 2 min de leitura
Compartilhar:
🎧
OUÇA ESTA MATÉRIA
Peixe elétrico inspira pesquisa para tecnologias que 'enxergam' no escuro
Foto: Reprodução/og:image

Pesquisadores do Brasil e do exterior analisam como o peixe elétrico-listrado usa sinais elétricos para se orientar na escuridão total. A espécie Gymnotus carapo gera campos fracos e interpreta distorções provocadas por objetos ao seu redor. O trabalho combina biologia e inteligência artificial para entender esse sistema natural de eletrolocalização.

O peixe emite pulsos elétricos fracos e recebe o feedback através de receptores na pele, construindo uma imagem mental do ambiente. Esse processo permite que ele detecte presas, obstáculos e até mudanças na condutividade da água sem depender da visão. Laboratórios da USP e do INPA fazem parte da rede internacional que coleta esses dados biológicos.

Cientistas estão aplicando algoritmos de aprendizado de máquina aos padrões de sinal do animal, buscando replicar a função em dispositivos artificiais. Segundo reportagem do G1, o objetivo é criar sensores que mapeiem espaços em completa escuridão, com resolução suficiente para aplicações práticas.

As potenciais usos incluem robótica de inspeção em túneis ou estruturas subterrâneas e equipamentos médicos para imagens internas sem radiação. A pesquisa ainda está em fase básica, mas já mostra correlações entre padrões elétricos do peixe e formas geométricas detectadas.

Embora o estudo seja liderado por instituições de São Paulo e Amazonas, seus resultados podem contribuir para tecnologias testadas em condições do Centro-Oeste, como lavouras com poeira ou plantações em horários de baixa visibilidade, segundo especialistas em sensores aplicados.

A eletrolocalização do Gymnotus carapo serve como modelo para desenvolver tecnologias que operam onde câmeras tradicionais falham. A conexão entre biologia de peixes amazônicos e engenharia de sensores abre caminho para inovações com impacto em múltiplos setores.

Compartilhar: