O diretório estadual do PDT confirmou que lançará chapa majoritária própria para o governo de Goiás nas eleições de 2026. A decisão será anunciada na próxima segunda-feira, após o presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, autorizar a candidatura independente. O partido mantém o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas deixa a coligação com o PT no estado.
A autorização de Lupi foi comunicada à cúpula goiana nos últimos dias e permite que o PDT apresente candidato a governador, vice e senador sem a necessidade de compor com os petistas localmente. A medida encerra meses de negociação interna sobre a permanência na base aliada do governo estadual.
Segundo reportagem do Jornal Opção, a direção nacional avaliou que a autonomia em Goiás fortalece a legenda para a disputa proporcional e garante palanque próprio na campanha presidencial. A decisão foi referendada pela executiva estadual em reunião realizada na capital.
O rompimento da aliança com o PT em Goiás não afeta o acordo nacional: o PDT seguirá na federação que apoia Lula e deve integrar a coordenação da campanha à reeleição no estado. A estratégia é manter a identidade própria no debate local sem criar constrangimento na esfera federal.
O movimento ocorre em meio às articulações de partidos de centro-esquerda e centro-direita para definir chapas proporcionais e majoritárias. Com a saída do PDT, o PT perde tempo de televisão e estrutura de militância no interior, o que pode obrigar os petistas a buscar novos parceiros ou lançar candidatura isolada.
Historicamente, o PDT goiano oscilou entre alianças com o PT e candidaturas próprias. A última chapa majoritária pura ocorreu em 2014, quando o partido elegeu deputados federais e estaduais, mas não chegou ao segundo turno para o governo. A expectativa interna é de que a candidatura própria amplie a bancada na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A definição do PDT altera o xadrez eleitoral goiano e força realinhamentos entre as legendas que negociam espaço na chapa majoritária e no tempo de propaganda.