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Brasil

Passinho do Jamal estreia como emote no Fortnite e vira modelo de monetização para criadores

Criador pernambucano viralizou com dança no TikTok e agora recebe royalties; caso inspira jovens de Goiânia que buscam renda com conteúdo digital

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Redação Biscoitei
06 de julho de 2026, 06:36 2 min de leitura
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Passinho do Jamal estreia como emote no Fortnite e vira modelo de monetização para criadores
Foto: Reprodução/og:image

Romero Júnior, de 25 anos, morador do Recife, estreou como cantor em 2024 com a música que leva o nome de sua dança viral, o 'Passinho do Jamal', e viu sua coreografia se tornar um emote oficial no jogo Fortnite. A iniciativa permite que ele receba royalties sempre que o emote for usado, transformando um fenômeno de redes sociais em fonte de renda sustentável.

A dança, que ganhou força em 2020 e acumula mais de 2 bilhões de visualizações no TikTok, foi oficialmente integrada ao Fortnite por meio de um acordo com a Epic Games. O emote permite que jogadores em todo o mundo reproduzam o movimento característico de Jamal, que combina passos de hip-hop com influências da cultura pernambucana. A parceria é rara no cenário digital brasileiro, onde a maioria dos criadores de conteúdo não consegue lucrar diretamente com danças que se tornam virais.

Segundo o G1, o acordo garante royalties ao criador sempre que o emote for utilizado, abrindo um caminho inédito para monetização de conteúdos virais no Brasil. A iniciativa ocorre em meio a debates sobre direitos autorais de danças na internet, que historicamente são copiadas sem reconhecimento ou compensação aos criadores originais. Jamal se torna um dos poucos exemplos de alguém que conseguiu transformar uma expressão cultural em ativo econômico.

De acordo com o G1, o caso de Jamal reflete uma mudança no modelo de valorização de conteúdos digitais, onde a autoria e a originalidade começam a ser reconhecidas por grandes plataformas. Em outros países, como os Estados Unidos, já existem precedentes de danças virais sendo patenteadas ou licenciadas, mas no Brasil, a maioria dos criadores ainda depende de views e patrocínios indiretos, sem estrutura legal ou comercial clara.

Em Goiânia, jovens criadores de danças nas redes sociais — como os que popularizam movimentos no TikTok e no Instagram — enfrentam desafios semelhantes: viralizam, mas raramente recebem retorno financeiro. O sucesso de Jamal pode servir de modelo para esses criadores locais, mostrando que é possível, com negociação estratégica e apoio de plataformas, transformar criatividade em renda. Ainda que o cenário seja complexo, o caso abre espaço para discussões sobre direitos autorais e valorização do conteúdo digital em Goiás.

O caso de Jamal demonstra que, além de viralizar, é possível construir sustentabilidade econômica a partir da cultura digital. Para criadores goianos, ele representa um sinal de que a originalidade pode — e deve — ser remunerada.

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