Servidores do Centro de Saúde (CS) Centro, em Campinas (SP), paralisaram as atividades nesta segunda-feira (30) em protesto contra a falta de segurança, após um incidente violento registrado na semana passada. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (SMTC), que cobra medidas imediatas da Prefeitura para garantir a integridade de profissionais e pacientes.
A paralisação suspendeu os atendimentos no CS Centro, uma das unidades de saúde mais movimentadas de Campinas, com alta demanda de consultas e procedimentos. A decisão foi tomada em assembleia pelos trabalhadores, que consideram a insegurança um risco constante. Segundo o SMTC, a unidade tem sido palco de conflitos frequentes, incluindo assaltos e agressões, o que levou à greve como forma de pressão.
O episódio violento da semana passada envolveu agressões dentro da unidade, conforme relatos iniciais de servidores. O sindicato afirma que já havia alertado a prefeitura sobre a necessidade de reforçar a vigilância e instalar mais equipamentos de monitoramento, mas as demandas não foram atendidas. "A segurança é precária há anos, e os trabalhadores estão à mercê da violência", declarou um representante do SMTC.
O sindicato encaminhou um ofício à Prefeitura de Campinas exigindo a criação de um plano emergencial de segurança, com aumento do efetivo de guardas municipais e câmeras de vigilância. A proposta inclui também a implementação de medidas preventivas, como treinamento de pessoal e reorganização dos fluxos de acesso. Até o momento, a administração municipal não se manifestou sobre a paralisação ou as reivindicações.
Os servidores prometem manter o protesto até que haja uma resposta concreta. A paralisação no CS Centro chama atenção para um problema que transcende Campinas. Em Goiânia, por exemplo, a segurança em hospitais e unidades de saúde também é uma preocupação recorrente. Profissionais da capital relatam situações de tensão em locais como o Hospital Geral de Goiânia (HGG) e UPAs, segundo reportagens locais.
A situação em Campinas serve como alerta para outras cidades sobre as consequências da negligência na segurança de centros de saúde. A falta de proteção adequada não só coloca em risco a vida de trabalhadores, mas também compromete a qualidade do atendimento à população. Especialistas em saúde pública defendem que a segurança deve ser parte integrante da infraestrutura hospitalar.
Enquanto a prefeitura não se posiciona, os servidores avaliam a possibilidade de ampliar a mobilização para outras unidades de Campinas. O SMTC ameaça realizar novas assembleias para decidir sobre a continuidade da paralisação. A comunidade local, por sua vez, expressa solidariedade aos trabalhadores, mas também preocupação com a interrupção dos serviços de saúde.
Este caso evidencia que a segurança nos centros de saúde é um desafio nacional, que exige atenção especial de gestores municipais e estaduais. Garantir a integridade de trabalhadores e usuários é fundamental para o funcionamento adequado do sistema de saúde. A paralisação em Campinas deve pressionar as autoridades a adotarem medidas concretas e urgentes.