Em junho de 2026, a Paraíba registrou o segundo maior custo médio de construção civil do Nordeste, com R$ 1.914,28 por metro quadrado, segundo o Sinapi, índice do IBGE. O valor, impulsionado pela alta de materiais e mão de obra, coloca o estado atrás apenas do Maranhão, mas é superado por Goiânia, que chegou a R$ 2.100/m² em maio, segundo dados da FGV.
O índice Sinapi, que compila dados de 27 capitais brasileiras, aponta que a pressão nos preços da construção civil no Nordeste está ligada à escassez de insumos e ao aumento salarial na categoria. A Paraíba, que vinha mantendo valores mais acessíveis nos últimos anos, agora enfrenta um salto significativo, refletindo tendências nacionais de inflação setorial. O dado é usado por governos e investidores para planejar políticas habitacionais e projetos de urbanização.
Segundo o G1, Goiânia já ultrapassou o custo paraibano, com o metro quadrado atingindo R$ 2.100 em maio de 2026, conforme levantamento da Fundação Getulio Vargas. A alta é impulsionada pela demanda reprimida por moradias, especulação imobiliária e aumento nos preços de cimento, aço e elétrica. A cidade, que cresce rapidamente como polo regional, enfrenta dificuldades para manter a oferta de habitação de interesse social.
A comparação entre Nordeste e Centro-Oeste revela um padrão crescente: cidades médias, antes consideradas mais acessíveis, agora enfrentam pressão semelhante à de grandes metrópoles. Enquanto o Nordeste luta com logística e infraestrutura deficiente, o Centro-Oeste enfrenta a explosão populacional e a falta de planejamento urbano. Ambos os cenários afetam diretamente a classe média, que vê o sonho da casa própria se distanciar.
Em Goiás, a crise se aprofunda com a ausência de políticas públicas eficazes para controle de preços e incentivo à construção de moradias populares. A falta de programas de financiamento acessível e a dependência de empreendimentos privados ampliam a desigualdade no acesso à moradia. Para o goianiense, o custo da construção não é apenas um número — é um obstáculo diário para quem busca um lar próprio.
A disparada nos preços da construção em cidades médias como Goiânia e João Pessoa mostra que a crise habitacional não é mais exclusiva das grandes metrópoles. A falta de intervenção pública pode aprofundar a exclusão social em regiões que antes eram referência de acessibilidade.