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Goiânia

Padrasto acusado de envenenar menina tem prisão mantida no norte de Goiás

Caso de Weslenny Rosa Lima em Alto Horizonte expõe falhas na proteção de crianças em cidades pequenas.

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Redação Biscoitei
06 de abril de 2026, 03:43 2 min de leitura
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Padrasto acusado de envenenar menina tem prisão mantida no norte de Goiás

A Justiça de Goiás negou o habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Ronaldo Alves de Oliveira, padrasto da pequena Weslenny Rosa Lima, de 9 anos, que faleceu após ingerir arroz envenenado em jantar familiar em Alto Horizonte. A decisão destaca a seriedade do crime e levanta debates sobre a proteção de crianças no interior do estado.

Em uma noite comum na casa da família, o jantar foi servido como de costume. Weslenny comeu o arroz preparado pelo padrasto e, minutos depois, passou mal. Apesar dos socorros, ela não sobreviveu. A perícia confirmou a presença de veneno no alimento, e a Polícia Civil de Goiás atribuiu a autoria a Ronaldo Alves.

Ronaldo foi preso logo após o crime. Na quinta-feira (2), o TJGO analisou um habeas corpus e decidiu por manter a prisão preventiva, considerando a evidência de risco à ordem pública. A defesa do acusado se manifestou à TV Anhanguera, mas o conteúdo não foi divulgado. Segundo o G1, a família da vítima acompanhou a audiência em silêncio, consternada.

O norte goiano, onde fica Alto Horizonte, enfrenta desafios na proteção à criança. Muitos municípios têm Conselhos Tutelares com estrutura precária, o que dificulta a identificação precoce de casos como este. Especialistas alertam que a atuação desses conselhos em cidades pequenas é frequentemente prejudicada pela falta de recursos humanos e financeiros, o que pode atrasar a intervenção em situações de risco.

Para o estado de Goiás, o caso reforça a necessidade de políticas públicas que fortaleçam a rede de proteção à infância, especialmente em áreas distantes da capital. A sociedade civil organizada tem cobrado da gestão estadual mais investimentos em capacitação de conselheiros tutelares e em campanhas de conscientização.

Enquanto isso, em Goiânia, debates sobre o tema ganham força nas redes sociais, com moradores de bairros como Setor Marista e Bueno expressando solidariedade à família da vítima. A manutenção da prisão de Ronaldo Alves é um desdobramento crucial, mas o verdadeiro desafio está em prevenir que tragédias como a de Weslenny se repitam em qualquer canto de Goiás.

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