A Polícia Militar de Pernambuco recolheu 17 câmeras de monitoramento instaladas irregularmente em postes de Jaboatão dos Guararapes, na região metropolitana do Recife. Os aparelhos pertenciam a uma organização criminosa que os usava para vigiar comunidades onde atua.
A ação, batizada de Operação Ponto Cego, mirou a estrutura de inteligência ilegal montada pela facção. Entre os equipamentos havia uma câmera de alta tecnologia avaliada em R$ 7 mil, capaz de captar imagens em longa distância e baixa luminosidade.
Segundo reportagem do G1, a corporação informou que os dispositivos transmitiam sinal em tempo real para centrais de monitoramento controladas pelo grupo, facilitando o controle de territórios e a antecipação de ações policiais.
O caso expõe a sofisticação tecnológica alcançada por facções no país. Investigações apontam que o uso de câmeras próprias, drones e softwares de reconhecimento facial tornou-se prática recorrente para mapear rotinas de moradores, rivais e agentes de segurança.
Especialistas em segurança pública alertam que a instalação clandestina em infraestrutura pública — postes de iluminação e sinalização — dificulta a detecção e exige atuação integrada entre polícias, prefeituras e concessionárias de energia.
A apreensão revela como o crime organizado investe em equipamentos caros para manter domínio territorial, desafiando o poder público com ferramentas de vigilância antes restritas a órgãos oficiais.