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Brasil

Ônibus invade ciclovia em Campos; caso reforça urgência de manutenção em Goiânia

Falha nos freios causou acidente com três feridos leves; em Goiânia, rede cicloviária cresce e exige mais segurança nos transportes públicos

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Redação Biscoitei
06 de julho de 2026, 21:22 2 min de leitura
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Ônibus invade ciclovia em Campos; caso reforça urgência de manutenção em Goiânia
Foto: Reprodução/og:image

Na manhã de 6 de abril de 2025, um ônibus da linha Jóquei x Santa Rosa, em Campos dos Goytacazes (RJ), saiu da pista, invadiu uma ciclovia e derrubou parte da estrutura de proteção, deixando três pessoas com ferimentos leves. O motorista alegou falha nos freios, e equipes de emergência foram acionadas para o local. O acidente reacende o debate sobre a segurança de vias compartilhadas em cidades com expansão de ciclovias, como Goiânia.

Segundo o G1, o veículo, ao tentar frear na Avenida 28 de Março, perdeu controle, invadiu a ciclovia e parou sobre o canteiro central, após colidir com a barreira de proteção. Testemunhas relataram que o ônibus não apresentou sinais de frenagem antes da colisão. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros isolaram a área e realizaram atendimento aos feridos, todos com lesões leves e sem risco de morte.

Conforme apurou o G1, o transporte público em Campos dos Goytacazes enfrenta desafios crônicos de manutenção, e este acidente é o mais grave registrado nos últimos meses. A Prefeitura informou que fará uma inspeção urgente na frota, mas não detalhou se houve descumprimento de cronogramas de revisão. O caso levanta questões sobre a responsabilidade dos órgãos responsáveis pela fiscalização de veículos em circulação.

De acordo com G1, em cidades como Goiânia, onde a rede cicloviária ultrapassou 200 km de pistas em 2024, o compartilhamento de vias entre ônibus e ciclistas é cada vez mais comum. A expansão da infraestrutura, no entanto, exige padrões rigorosos de manutenção dos veículos públicos, já que falhas mecânicas podem transformar uma simples pane em tragédia.

Em Goiás, a Secretaria de Mobilidade Urbana já adotou protocolos de inspeção trimestral para frota de ônibus municipais, mas especialistas apontam que a fiscalização ainda é insuficiente. A ausência de sistemas de monitoramento em tempo real e a dependência de manutenções programadas, sem auditorias independentes, deixam brechas para riscos. Em Goiânia, onde ciclistas já enfrentam riscos em interseções movimentadas, a segurança passa por mais do que pistas — exige veículos confiáveis.

O acidente em Campos reforça que a expansão das ciclovias só é eficaz quando acompanhada de veículos públicos bem mantidos. Sem investimento em manutenção preventiva, a integração entre modais de transporte corre o risco de se tornar perigosa.

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