Onésio Brasileiro Alvarenga assumiu a direção do Vila Nova Futebol Clube na década de 1950 e implantou estrutura administrativa moderna que levou o time ao tricampeonato goiano consecutivo. O dirigente mineiro permaneceu à frente do clube até meados dos anos 1960, deixando modelo de gestão que influenciou gerações posteriores.
Natural de Ituiutaba, em Minas Gerais, Alvarenga chegou a Goiânia em período no qual o futebol local ainda dava os primeiros passos na organização profissional. Segundo reportagem do Diário da Manhã, sua gestão introduziu departamentos técnicos e administrativos que substituíram a estrutura amadora então vigente no clube colorado.
O trabalho de base resultou nas conquistas dos campeonatos goianos de 1961, 1962 e 1963, feito inédito para o Vila Nova e marco do futebol estadual. A sequência de títulos consolidou a equipe como referência competitiva em Goiás e atraiu investimentos para a infraestrutura do clube.
Alvarenga deixou a diretoria em meados da década de 1960, mas o modelo de gestão implementado por ele serviu de parâmetro para as administrações seguintes. Documentos da Federação Goiana de Futebol registram que a profissionalização iniciada naquele período permitiu ao Vila Nova manter regularidade em competições nacionais nas décadas posteriores.
O legado do dirigente mineiro permanece na identidade do clube goianiense. Arquivos do site oficial do Vila Nova FC destacam que a transição do amadorismo para o profissionalismo, conduzida por Alvarenga, foi o divisor de águas que possibilitou ao time disputar a Série A do Brasileiro e formar atletas revelados nas categorias de base estruturadas a partir de sua gestão.
A trajetória de Onésio Alvarenga ilustra como a visão administrativa de um dirigente transformou a história do Vila Nova e ajudou a moldar o futebol profissional em Goiás.